Participação dos Presidenciáveis na Agrishow 2023
A partir de hoje, 27 de abril de 2026, a Agrishow, a maior feira de Agronegócio do Brasil, realizada em Ribeirão Preto, SP, recebe uma série de presidenciáveis de direita. Entre os primeiros a discursar estão o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A agenda dos candidatos foi organizada de forma a evitar que os holofotes se dividam, com compromissos marcados em dias alternados. Na terça-feira, 28, será a vez do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e, por fim, na quarta-feira, 29, Ronaldo Caiado (PSD) encerrará a fila de presidenciáveis.
Enquanto isso, o governo do presidente Lula está sendo representado por seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). O objetivo de Alckmin nesta edição da Agrishow é buscar uma aproximação com o setor agrícola, que expressa insatisfação com a política fiscal do atual governo. A insatisfação é atribuída, em parte, às altas taxas de juros, que têm impactado negativamente os investimentos no agronegócio.
Alckmin, que circulou brevemente pelos estantes da feira no domingo, 26, ao lado do novo ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), anunciou que o governo federal destinará R$ 10 bilhões para Financiamentos com juros reduzidos, visando a compra de maquinário e implementos agrícolas. Os recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que será gerido pela Finep, uma empresa pública de fomento. A expectativa é de que a autorização para essas operações ocorra em até 30 dias, permitindo que cooperativas e instituições financeiras credenciadas possam acessar esses recursos com mais facilidade.
Essa estratégia visa aliviar as preocupações dos representantes do agronegócio, que estão preocupados com as condições atuais de financiamento. Alckmin tenta, assim, apaziguar a tensão que se instaurou entre o setor e o governo, por conta das eleições que se aproximam. O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que havia sido escalado em edições anteriores, reclamou de ter sido “desconvidado” do evento nos últimos anos, especialmente em momentos de forte presença de Jair Bolsonaro, que em sua participação anterior na Agrishow foi recebido com grande entusiasmo pelos apoiadores.
Com Lula não participando pessoalmente da Agrishow, a expectativa recai sobre Alckmin. O vice-presidente terá a difícil tarefa de consolidar a relação do governo com o segmento agrícola em um ambiente de crescente competição política. A presença dos presidenciáveis e as promessas de financiamento podem alterar significativamente o cenário do agronegócio brasileiro, especialmente com a aproximação das eleições. Os olhos estarão voltados para as propostas e interações que ocorrerão ao longo da feira e como isso impactará os votos no setor agrícola nas eleições que se aproximam.
