Tecnologias Transformadoras no Agronegócio
O agronegócio brasileiro enfrenta um importante desafio: aumentar a produtividade agrícola sem comprometer os recursos naturais, como o solo, a água e a biodiversidade. Neste contexto, a adoção de novas tecnologias deixou de ser uma mera tendência e se tornou uma exigência para que o setor mantenha sua competitividade até 2026.
De acordo com Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, cinco inovações se destacam e devem acelerar a transição para um modelo de agricultura mais eficiente, sustentável e rentável.
A primeira inovação é a evolução dos bioinsumos inteligentes. Esses produtos, que incluem soluções microbianas de alta performance, vão além de simplesmente substituir insumos químicos. Agora, os biológicos são selecionados com base em eficiência, estabilidade e integração com a nutrição das plantas, o que proporciona previsibilidade e ganhos reais de produtividade.
A Agricultura Regenerativa e a Automação
Outro aspecto relevante é a agricultura regenerativa orientada por dados. O manejo regenerativo está avançando com o suporte de sensores e ferramentas digitais que permitem o monitoramento em tempo real de indicadores cruciais, como níveis de carbono, umidade e atividade biológica do solo. Isso não apenas torna as decisões mais precisas, mas também ajuda a reduzir custos operacionais.
A automação agrícola, que antes era apenas uma realidade para grandes propriedades, está entrando em uma nova fase. Com a introdução de robôs compactos e máquinas autônomas, pequenos e médios produtores também poderão se beneficiar dessa tecnologia. Esses equipamentos ajudam a diminuir a dependência da mão de obra e aumentam a precisão das operações no campo.
Inteligência Artificial e Conectividade Rural
Os sensores avançados integrados à inteligência artificial também estão se tornando parte fundamental do agronegócio. Eles são capazes de prever riscos, como pragas e déficit hídrico, além de identificar variações nutricionais por talhão. Essa tecnologia permite que os produtores tomem decisões antecipadas, evitando perdas e promovendo um uso mais racional dos insumos.
Por último, mas não menos importante, a expansão da conectividade rural por meio da tecnologia 5G e da Internet das Coisas (IoT) está fortalecendo a agricultura digital. Máquinas, sensores, drones e softwares estão se integrando de forma a garantir rastreabilidade, controle operacional e respostas em tempo real às demandas do campo.
Para Schiavo, essas inovações não visam substituir o conhecimento dos produtores, mas sim ampliá-lo. Ele ressalta: “A tecnologia no campo só faz sentido quando melhora o resultado da lavoura, reduz riscos e fortalece a sustentabilidade. Em 2026, biologia e tecnologia caminharão juntas para impulsionar o futuro da agricultura brasileira.”
