Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca no Amapá
A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP) teve sua etapa no Amapá aberta nesta quarta-feira (17), em um evento promovido em conjunto pelo Ministério da pesca e aquicultura (MPA) e o Governo do Amapá. O encontro tem como objetivo principal debater propostas que apoiarão a formulação de políticas públicas para o setor pesqueiro e aquícola no estado.
O secretário de Pesca e Aquicultura do Amapá destacou a relevância do evento: “Depois de 16 anos, estamos realizando a 4ª Conferência aqui no nosso estado. É um momento importante porque reúne piscicultores e pescadores artesanais de todos os municípios do Amapá. As discussões que acontecem aqui são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas que atendam às necessidades do setor”.
Reforço do Governo Federal e participação social
As conferências estão acontecendo em todos os estados do país, marcando uma retomada significativa do Governo Federal na participação social voltada ao setor aquícola e pesqueiro. Vale lembrar que a última edição do evento ocorreu em 2009, evidenciando a importância deste momento para fortalecer a voz dos produtores e pescadores.
Conforme o parágrafo único do artigo 193 da Constituição Federal, “O Estado exercerá a função de planejamento das políticas sociais, assegurada, na forma da lei, a participação da sociedade nos processos de formulação, de monitoramento, de controle e de avaliação dessas políticas”. Esse princípio reforça a necessidade de envolver os atores sociais diretamente ligados ao setor para garantir políticas mais eficazes e democráticas.
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Próximos passos e evento nacional
A etapa nacional da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca está programada para acontecer entre os dias 11 e 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF). O tema central será “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”, enfatizando a importância do compromisso duradouro com o setor.
Desempenho da avicultura brasileira em 2026
Enquanto a pesca e aquicultura ganham destaque no Amapá, o setor avícola brasileiro apresenta cenários distintos neste início de 2026. A produção de carne de frango alcançou um recorde histórico para o primeiro trimestre, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por outro lado, a produção de ovos apresentou queda, impactando a oferta e provocando alta nos preços ao produtor.
Produção recorde de carne de frango
A produção nacional de carne de frango totalizou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997. Esse valor representa um crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e um avanço de 6,9% comparado ao primeiro trimestre do ano anterior.
Essa expansão confirma a competitividade da avicultura brasileira, impulsionada pela produtividade crescente, demanda interna sólida e o fortalecimento das exportações, mantendo o setor como um dos pilares do agronegócio nacional.
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Queda na produção de ovos e impacto nos preços
Contrariamente à carne de frango, a produção de ovos apresentou retração no primeiro trimestre de 2026, com 995,5 milhões de dúzias produzidas, segundo o IBGE e análise do Cepea. Esse volume representa uma redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025 e uma queda de 3,8% em comparação ao quarto trimestre de 2025, indicando menor oferta no mercado.
Com a oferta mais restrita, os preços dos ovos subiram. Em Bastos (SP), referência nacional para a atividade, o preço médio dos ovos brancos tipo extra alcançou R$ 147,20 por caixa de 30 dúzias no primeiro trimestre, aumento real de 8,7% em relação ao trimestre anterior, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026. Os ovos vermelhos tiveram valorização ainda maior, com média de R$ 167,04 por caixa, alta real de 11,5% no mesmo período.
Perspectivas para o setor avícola
O início de 2026 evidencia um setor avícola dinâmico, com expansão na produção de carne de frango e recuperação da demanda, enquanto a cadeia produtiva de ovos enfrenta desafios com a redução da oferta e consequente valorização dos preços. Para os próximos meses, o setor acompanhará atentamente fatores como consumo interno, custos de produção e exportações, que influenciarão diretamente os preços e a produção no decorrer do ano.
