Tom Dumoulin analisa a performance de Pogacar no Tour de France
Tom Dumoulin, campeão do Giro d’Italia de 2017, acompanhou a 10ª etapa do Tour de France em Le Lioran na função de comentarista para a emissora holandesa NOS. Após a vitória de Tadej Pogacar, da equipe UAE Emirates, o ex-ciclista avaliou a atuação do esloveno e destacou o domínio absoluto que ele teve na etapa.
Velocidade decisiva e vantagem incomparável
Dumoulin ressaltou o momento em que Pogacar atacou o grupo e perseguiu o escapado Richard Carapaz. “Pogacar abriu quase um minuto de vantagem em 600 a 700 metros”, afirmou, impressionado com a arrancada do esloveno. “Ele dispara como um foguete. Vingegaard nem se deu ao trabalho de tentar acompanhá-lo; simplesmente não havia a menor chance.” Essa análise reforça a superioridade do campeão em relação ao principal adversário na etapa.
Vitória conquistada pelo esforço individual
O holandês também comentou o significado especial da vitória para Pogacar, que buscava a revanche após a derrota para Jonas Vingegaard em 2024. “Pogacar queria muito vencer aqui em Le Lioran por causa de dois anos atrás, quando foi derrotado por Vingegaard nesta mesma chegada.” Dumoulin destacou que o triunfo não foi fruto de uma equipe dominante. “Na subida do Col de Pertus, vimos um ciclista atrás do outro ficando para trás. Chegamos a ver Davide Piganzoli puxando para Jonas Vingegaard, porque não havia mais ninguém da UAE Emirates ditando o ritmo.” Isso evidencia que Pogacar teve que contar principalmente com sua própria força e estratégia para garantir a vitória.
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Impossível conter Pogacar na estrada
Sobre o desempenho contra Carapaz, Dumoulin comentou: “Por um momento, pensei que Richard Carapaz seria o vencedor hoje. Mas quando você vê como Pogacar ultrapassa Carapaz, é como se ele estivesse parado.” Ele também destacou que Pogacar não é um ciclista que apenas escapou cedo e liderou o dia, o que torna sua vitória ainda mais impressionante. “Mesmo com uma equipe um pouco mais fraca, não há absolutamente nada que você possa fazer contra esse Pogacar.” Essa declaração reforça o reconhecimento do ex-ciclista sobre a superioridade técnica e física do esloveno.
Escolha do momento do ataque e estratégia de equipe
Dumoulin também comentou o momento escolhido por Pogacar para atacar, sugerindo que a condição do companheiro Isaac Del Toro influenciou a decisão. “Acho que ele indicou que provavelmente não estava se sentindo bem. E, claro, Pogacar não quer que outros se beneficiem de um dia ruim para seu companheiro de equipe.” Essa análise mostra a importância da dinâmica e da estratégia dentro da equipe UAE Emirates durante a prova.
