Suraras do Tapajós em Macapá: celebração da cultura indígena e do carimbó
O ritmo contagiante do carimbó paraense ganha uma nova voz em Macapá com o grupo Suraras do Tapajós, formado exclusivamente por mulheres indígenas. Elas se apresentam gratuitamente na capital do Amapá nos dias 27 e 28 de outubro, levando ao público uma mistura de tradição, música e resistência cultural.
Shows e programação cultural fortalecem a ancestralidade amazônica
O primeiro show acontece no dia 27, às 21h30, durante o Festival Quebramar, no Parque da Residência, região central de Macapá. O local e horário do segundo espetáculo, agendado para 28 de outubro, serão divulgados pelas redes sociais do grupo. Além das apresentações, a agenda inclui oficinas, rodas de conversa e uma feira de artesanato indígena, atividades que valorizam a cultura amazônica, a ancestralidade e a sustentabilidade.
Música, tradição e ativismo: a força das mulheres indígenas
Originárias de Alter do Chão, distrito de Santarém, no Pará, as Suraras do Tapajós unem carimbó e ativismo socioambiental desde 2018. Criado pela Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, o grupo desafia a tradição masculina do gênero musical, ampliando o protagonismo feminino e indígena.
Essa circulação integra o projeto “Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”, contemplado pela Seleção Petrobras Cultural, patrocinado pela Petrobras, realizado pelo Ministério da Cultura e financiado pela Lei Rouanet. A turnê começou em 19 de abril, em São Paulo, e percorre 12 cidades nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, com apresentações e atividades formativas que aproximam o público dos saberes dos povos originários.
Repertório que conecta passado e presente
O espetáculo mistura composições autorais e clássicos do carimbó paraense, homenageando artistas como Dona Onete. As letras falam sobre preservação ambiental, ancestralidade indígena e valorização das mulheres. O álbum base do grupo, A Força Que Vem das Águas – Kiribasáwa Yúri Yí-Itá, junto com singles recentes, ilustram essa conexão entre tradição e contemporaneidade.
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Nas apresentações, o Nheengatu, língua indígena do Baixo Tapajós, aparece em falas e canções. Instrumentos típicos, como curimbós, maracas feitas de cuia, banjo e violão, acompanham as vozes das artistas. A dança, interação com o público e o ritual do banho de cheiro – uma prática ancestral amazônica que usa ervas medicinais para proteção e bem-estar – completam o show.
Elementos visuais como grafismos corporais com tinta de jenipapo, saias artesanais, cocares e adornos indígenas reforçam a identidade cultural do grupo no palco.
Oficinas e feira indígena ampliam o diálogo cultural
Além dos shows, a passagem das Suraras do Tapajós por Macapá inclui oficinas gratuitas de moda sustentável, técnica de som e carimbó, além de uma roda de conversa com as integrantes. Essas atividades promovem a troca de saberes sobre produção cultural, ritmos tradicionais e práticas sustentáveis.
A feira indígena oferece espaço para exposição e venda de artesanato, garantindo visibilidade e valorização do trabalho artesanal.
Informações e inscrições para as oficinas estão disponíveis no Instagram oficial do grupo, @surarasdotapajos. Os eventos contarão com intérprete de Libras, ampliando o acesso à programação.
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Fonte: acreverdade.com.br
Serviço dos eventos em Macapá
Projeto: Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência
27 de outubro (terça-feira)
- Oficina de Moda Sustentável: 14h, Sala de Eventos do Parque da Residência.
- Show no Festival Quebramar: 21h30, Parque da Residência, Rua Cândido Mendes, centro de Macapá.
- Feira Indígena: durante a programação do show.
28 de outubro (quarta-feira)
Local e horário do segundo show serão divulgados nas redes sociais do grupo.
