Oficinas celebram a cultura quilombola no Curiaú
O quilombo do curiaú, em Macapá (AP), é um importante espaço dedicado à preservação da cultura afro-brasileira e à memória ancestral. Entre os dias 30 de outubro e 5 de novembro de 2026, o projeto “Quilombo do Curiaú – Território Ancestral e Potência Criativa” realiza oficinas culturais voltadas para estudantes das escolas públicas Maria do Carmo Viana e Maria Neusa do Carmo. As atividades acontecem no Centro de Cultura Raízes do Bolão, localizado na Maloca da Tia Chiquinha, dentro da própria comunidade quilombola.
Idealizado pelo músico e compositor Adelson Preto, o projeto tem como objetivo fortalecer os vínculos da identidade quilombola, transmitindo saberes ancestrais às novas gerações. As oficinas abrangem música, artesanato, culinária tradicional e oralidade, o que permite aos jovens o contato direto com práticas que carregam a história e o cotidiano do quilombo.
Saberes tradicionais e práticas culturais
Dentre as atividades, os participantes aprendem a confeccionar instrumentos de percussão como caixas de marabaixo e tambores de batuque, além de realizar oficinas de artesanato e produção da gengibirra, bebida típica do Amapá. A programação também inclui contação de histórias, apresentação de ritmos regionais e demonstrações da produção artesanal da farinha, todas conduzidas por moradores que preservam essas tradições culturais.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Adelson Preto destaca que compartilhar esses conhecimentos é essencial para fortalecer o elo entre as gerações. “O Curiaú é um território rico em história, resistência e criatividade. Cada instrumento, ritmo, história e saber carrega a memória dos nossos ancestrais. Queremos valorizar esses conhecimentos e mostrar que a cultura quilombola está viva, criando identidade e pertencimento”, comenta o idealizador.
Ampliação do projeto nas escolas públicas
Após a etapa inicial no quilombo, o projeto seguirá com oficinas diretamente nas escolas participantes, ampliando o acesso dos estudantes às expressões culturais do Quilombo do Curiaú. A iniciativa conta com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), recursos da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá e é produzida pela Associação Ói Nóiz Akí.
Detalhes da programação e facilitadores
As oficinas acontecem no Centro de Cultura Raízes do Bolão, na Maloca da Tia Chiquinha, com o seguinte cronograma: no dia 30 de outubro, das 8h às 11h30, para alunos da Escola Estadual Maria do Carmo Viana; nos dias 3 e 4 de novembro, das 14h às 17h30, para estudantes da Escola Estadual Maria Neusa do Carmo; e no dia 5 de novembro, das 14h às 17h30, novamente para alunos da Maria do Carmo Viana.
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Fonte: belzontenews.com.br
Os facilitadores são moradores locais detentores dos saberes tradicionais, como Pedro Bolão, que orienta a confecção de instrumentos de percussão; Benedita Ricarda, responsável pelo artesanato; Antônia Márcia, na produção da gengibirra; Esmeraldina dos Santos, na contação de histórias; Alex Biluca e Diego Bolão, nos ritmos de marabaixo e batuque; além de Januário e João Bolão, que demonstram a fabricação da farinha. Durante as oficinas, também ocorre uma feira de produtos quilombolas, promovendo a valorização e circulação da cultura local.
