Gerencie suas pastagens eficientemente e evite perdas durante a seca
Com a chegada da estação seca, os pecuaristas devem redobrar a atenção no manejo das pastagens. A diminuição das chuvas provoca uma queda na produção e na qualidade da forragem, impactando diretamente o desempenho dos rebanhos. Este momento é considerado estratégico, pois ainda é possível formar reservas de pasto e fazer os ajustes necessários no sistema produtivo, contribuindo para minimizar as perdas durante o período de lenta recuperação das plantas.
Oferta de forragem pode cair até 70%
Conforme o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, um manejo eficiente neste período é essencial para evitar prejuízos. A falta de chuvas desacelera o crescimento das pastagens, comprometendo a qualidade nutricional do alimento disponível.
“Um manejo adequado pode assegurar uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, prevenindo déficits que impactam o ganho de peso e resultam em perdas econômicas significativas”, afirma Dantas.
Além da escassez na oferta, a qualidade da forragem também sofre queda acentuada, com aumento da fibra e redução da proteína e digestibilidade.
Erros comuns que aumentam custos e degradam pastagens
Entre os principais equívocos cometidos por produtores nesse período estão a superlotação das áreas, a falta de pastejo rotacionado, a ausência de uma adubação estratégica e o monitoramento inadequado da altura do pasto. Essas práticas aceleram a degradação das áreas disponíveis e diminuem a capacidade de suporte do sistema.
“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é um aumento dos custos e uma redução na produtividade”, alerta Dantas.
Ajuste na lotação: a chave para preservar a forragem
Uma das abordagens mais eficazes é o ajuste gradual da taxa de lotação. A redução planejada do número de animais por hectare pode ajudar a preservar a reserva de forragem para enfrentar a seca. “É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, reafirma o especialista.
O manejo deve priorizar áreas de descanso e promover a organização do pastejo rotacionado, garantindo a saúde e a sustentabilidade das pastagens.
Adubação no fim das chuvas traz ganhos produtivos
Mesmo ao final do período chuvoso, a adubação continua sendo uma prática que pode aumentar a produção de forragem. A aplicação de nitrogênio em áreas com bom potencial produtivo pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas essenciais.
Essa prática não apenas melhora o aproveitamento da área, mas também contribui para sustentar o rebanho durante a seca.
Planejamento é essencial para desempenho e redução de perdas na seca
Com um planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com uma suplementação mínima. Segundo Dantas, a antecipação das decisões pode amenizar os impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.
Por outro lado, a falta de planejamento pode resultar em prejuízos consideráveis, como a queda de desempenho e o aumento dos custos operacionais.
Boas práticas para atravessar o período crítico
Entre as práticas recomendadas para os produtores estão:
- Monitoramento semanal da altura do pasto;
- Planejamento da lotação futura;
- Adubação nitrogenada em áreas prioritárias;
- Implantação de pastejo rotacionado.
Essas medidas são cruciais para garantir tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem, ajudando a evitar perdas.
Falta de manejo pode gerar perdas significativas
Se não houver um planejamento eficaz, as perdas econômicas podem ser alarmantes, englobando a redução do ganho de peso, aumento na necessidade de suplementação, maior mortalidade e baixa produtividade no abate. “Sem um planejamento adequado, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.
Soluções para um manejo eficiente das pastagens
A Nossa Lavoura disponibiliza insumos e soluções voltadas para um manejo estratégico, incluindo adubos NPK balanceados, sementes de pastagens mais resistentes e corretivos de solo. O uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos, garantindo a sustentabilidade da atividade pecuária.
