Fila de Espera no Hospital da Mulher Mãe Luzia
Na terça-feira, 5 de dezembro, um número preocupante foi trazido à tona na Promotoria de Justiça de Defesa da saúde: cerca de mil mulheres estão à espera de consultas cirúrgicas no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). O encontro, mediado pelos promotores Fábia Nilci e Wueber Penafort, contou com a presença de representantes da unidade hospitalar e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O caso está sendo tratado em procedimentos administrativos no Ministério Público do Amapá (MP-AP).
A razão central da reunião foi entender tanto os avanços quanto os obstáculos enfrentados no atendimento às pacientes. Os promotores enfatizaram a necessidade de que a gestão estadual apresente soluções concretas para reduzir essa fila de espera, especialmente na área da ginecologia. Além disso, solicitaram que um cadastro atualizado das pacientes seja elaborado para diminuir o tempo de espera e assegurar que as mulheres recebam o atendimento com dignidade.
Estavam presentes na reunião Cristiani Gomes, diretora da Maternidade Mãe Luzia; Mona Lee, assessora jurídica da Sesa; Diego Conrado, secretário do gabinete hospitalar da Sesa; e Sávio Sarquis, da Coordenação de Planejamento. Durante o encontro, a diretora Cristiane Gomes explicou que, atualmente, os atendimentos ocorrem uma vez por semana para cada um dos sete médicos do HMML, com cinco cirurgiões realizando as intervenções.
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Ações e Compromissos do Governo do Estado
Como parte das iniciativas para melhorar o atendimento, a diretora anunciou que o Governo do Estado vai participar do programa “Agora tem mais Especialista”, uma iniciativa do Governo Federal. Segundo ela, os investimentos focarão na realização de cirurgias ginecológicas, com um total de 838 procedimentos já previstos, incluindo laqueaduras e histerectomias. Esses procedimentos serão realizados no Hospital da Vila Amazonas, localizado no município de Santana.
A reunião também resultou em deliberações importantes. A direção da Maternidade Mãe Luzia tem um prazo de até 30 dias para atualizar os contatos das cerca de mil pacientes que estão na lista de espera. Os promotores recomendaram que o Estado assuma a responsabilidade pela lista de pacientes à espera de cirurgias e que organize a distribuição dessas pacientes para que os profissionais possam operar sob um controle rigoroso da produtividade semanal de cada um.
Os representantes da Secretaria de Saúde manifestaram a necessidade de um prazo de 10 dias para estruturar um cronograma que atenda a essas demandas. Em um próximo encontro, agendado para o dia 22 de maio, a Sesa se comprometeu a apresentar propostas que visem soluções a curto, médio e longo prazo.
