Um Dia de Luta e cultura em Porto Alegre
Apesar do alerta vermelho indicando riscos de tempestade, granizo e ventos fortes, o Festival dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio Grande do Sul ocorreu com êxito nesta sexta-feira, 1º de maio. O evento, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) e outras centrais sindicais, mobilizou manifestantes em Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, atraindo uma multidão que celebrou a cultura e a luta pelos direitos trabalhistas.
Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS, comemorou a grandiosidade do evento: “Construímos o maior Dia dos Trabalhadores da história do movimento sindical gaúcho”. Ele ressaltou que o festival foi crucial para fortalecer a luta pela redução da jornada de trabalho, combate ao feminicídio e pejotização, além da defesa de um Brasil soberano e democrático, com serviços públicos de qualidade.
Na capital, as estimativas apontam que mais de 3 mil pessoas estiveram presentes no Festival, enquanto nas cidades de Passo Fundo e Caxias do Sul, o número superou 30 mil. “Quando unimos cultura, música e alegria à luta, as chances de vitória e de unificação do povo brasileiro aumentam”, afirmou Cenci.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
Local e Atividades do Festival
Originally scheduled to occur at Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital, o festival foi realocado para a Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, como uma medida de segurança para o público presente. As atividades tiveram início às 10h da manhã, com uma rica feira de economia solidária e Criativa, que contou com 80 expositores mostrando produtos artesanais e soluções do empreendedorismo popular.
A gastronomia foi outro ponto alto do evento, que ofereceu 15 cozinhas solidárias – uma parceria entre a CUT-RS e comunidades periféricas – além de cervejarias artesanais, food trucks e vendedores ambulantes. “Esse é um encontro de redes, saberes e resistências que demonstra, na prática, que um novo modelo de economia é possível”, afirmou Gabriela Teixeira, coordenadora da feira.
O palco externo trouxe intervenções culturais com grafite, DJ Ninguém e uma batalha de rimas organizada por Mari Marmontel. As apresentações também contaram com artistas locais, como Gê Power e performances de dança de breaking com B.Boy Maikon e B.Girl Ceia, além do coletivo Preconceito Zero.
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Apelo à Mobilização e Música Gaúcha
Já no final da tarde, o clima de forte chuva não desanimou o público que se deslocou para a área interna da Casa do Gaúcho. O espaço recebeu shows de músicos renomados como Nelson Coelho de Castro e Gelson Oliveira, intercalados com intervenções de sindicalistas e parlamentares. O evento teve a participação de deputados como Paulo Pimenta (PT), Fernanda Melchionna (PSol) e Sofia Cavedon (PT), que enfatizaram a importância da mobilização contínua em prol dos direitos dos trabalhadores.
Em meio às falas, o público ecoou um grito uníssono de “sem anistia”, em resposta às recentes discussões no Congresso sobre a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, refletindo a resistência contra as mudanças propostas pelo governo Lula, que busca a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
“Este é um ato de unidade do movimento sindical, repleto de diversidade, criatividade e esperança na aprovação do fim da escala 6×1 e no avanço das reivindicações dos trabalhadores”, destacou Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS, que apoiou o festival.
Um dos momentos mais aguardados da programação foi o show de Chico Chico, que encantou o público com músicas de seu novo álbum, Let it Burn/Deixa Arder, que traz um repertório tanto autoral quanto releituras de clássicos da Música Popular Brasileira.
Pautas dos Trabalhadores
Entre as principais reivindicações abordadas no festival, destacaram-se: a luta contra a precarização do trabalho e a pejotização; a defesa dos direitos sociais e o combate ao feminicídio; a regulamentação de direitos para trabalhadores de aplicativos; além da garantia das negociações coletivas para servidores públicos. O Festival dos Trabalhadores foi um verdadeiro marco na luta por direitos e pela valorização da cultura, concluindo com uma emocionante galeria de shows e ações sociais que reforçaram a força do movimento.
