Espaço para a cultura indígena na Expofeira
Pelo terceiro ano consecutivo, a Expofeira 2026 abre suas portas para os povos indígenas, que levam ao Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, um pouco das suas histórias e tradições. A Maloca dos Povos Indígenas reúne representantes de diversas etnias, como Galibi-Marworno, Palikur, Karipuna, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana e Apalai, vindos de diferentes comunidades do Amapá. Esse espaço, localizado junto ao Açaídromo, atrai visitantes interessados em conhecer de perto a riqueza cultural indígena.
Artesanato e significado ancestral
Nos estandes, é possível encontrar peças de artesanato que carregam o significado ancestral das comunidades. Brincos de penas, acessórios elaborados com materiais naturais e pinturas corporais feitas com jenipapo fazem parte da experiência oferecida ao público. A jovem empreendedora Zaniele Forte, de 24 anos e da etnia Galibi-Marworno, destaca a importância da presença indígena no evento. Para ela, a participação representa valorização e inclusão social, além da oportunidade de mostrar a tradição por meio das peças comercializadas.
“Era bem difícil para os povos indígenas estarem nesses eventos, e é uma honra para a gente estarmos aqui para mostrar um pouco da nossa cultura e da nossa tradição através das nossas peças. Ficamos felizes de termos esse espaço para mostrar para as pessoas que nossas peças têm um importante significado ancestral passados de geração em geração”, comentou Zaniele, que também é técnica em radiologia.
Leia também: São Carlos: A Capital Nacional da Tecnologia com 1 Doutor para Cada 100 Habitantes
Fonte: diretodorecife.com.br
Leia também: Festival no sudoeste do Pará destaca a riqueza cultural dos povos indígenas às margens do Rio Xingu
Fonte: parabelem.com.br
Tradição que se mantém viva
Além da venda dos produtos, as apresentações culturais ganham destaque na Expofeira. Nos últimos dias do evento, diferentes etnias devem apresentar a dança do Turé, uma tradição marcante nas comunidades indígenas do Amapá. Para os participantes, ocupar esse espaço é fundamental para manter viva sua cultura, compartilhar saberes e aproximar o público das manifestações indígenas.
Essa participação também traz um impacto econômico relevante, oferecendo uma oportunidade de geração de renda para as comunidades indígenas. O fortalecimento do trabalho dos artesãos e empreendedores valoriza os produtos que carregam a identidade e ancestralidade dos povos tradicionais do Amapá, contribuindo para a circulação cultural e reconhecimento dessas culturas.
Leia também: Exposição ‘A diferença faz o povo’ abre na Casa da Memória Arthur Dalmasso em Teresópolis
Fonte: agazetadorio.com.br
