Desempenho Eleitoral Ameaçado
Uma pesquisa recente do AtlasIntel acendeu um sinal de alerta na política do Amapá, destacando que o governador Clécio Luís (União Brasil) e o senador Randolfe Rodrigues (PT) estão em desvantagem nas disputas de 2026. A situação é preocupante, pois, caso não consigam reverter essa tendência, ambos poderão retornar à sala de aula no próximo ano. É importante lembrar que tanto Clécio quanto Randolfe são educadores por formação e experiência.
Disputa pelo Governo do Amapá
Na corrida pelo governo do estado, o cenário estimulado aponta uma liderança confortável para Dr. Furlan (PSD), que detém 65,7% das intenções de voto. Confira os números:
- Dr. Furlan (PSD) – 65,7%
- Clécio Luís (União Brasil) – 31,0%
- Outro – 0,9%
- Branco/Nulo – 1,7%
- Não sabe – 0,7%
Esses dados indicam uma clara desvantagem para Clécio, que já ocupou postos de destaque na política local, incluindo o cargo de governador.
Corrida pelo Senado
Na disputa pelo Senado, a situação não é diferente. Rayssa Furlan (Podemos) lidera com 33,7% das intenções de voto, seguida por Lucas Barreto (PSD) com 26,4%. Randolfe Rodrigues aparece em terceiro lugar com apenas 16,3%, uma posição preocupante para quem busca a reeleição:
- Rayssa Furlan (Podemos) – 33,7%
- Lucas Barreto (PSD) – 26,4%
- Randolfe Rodrigues (PT) – 16,3%
- Waldez Góes (PDT) – 8,1%
- Acácio Favacho (MDB) – 5,9%
- Branco/Nulo – 7,0%
- Não sabe – 2,6%
Esses números revelam um cenário delicado para Randolfe, que precisa reverter essa situação para se manter na política.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa, realizada entre 23 e 28 de março de 2026, ouviu 1.029 eleitores e foi contratada pelo próprio Instituto AtlasIntel. Está registrada no TSE sob o número AP-06595/2026 e apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Trajetória e Desafios de Clécio e Randolfe
Ambos políticos têm um longo histórico de militância, que remonta à década de 90. Clécio Luís já foi vereador de Macapá por dois mandatos e prefeito da capital por duas vezes, até chegar ao governo do Estado. Por sua vez, Randolfe Rodrigues iniciou sua carreira como deputado estadual pelo PT em 1998, mas deixou o partido em 2005 para fundar o PSOL, sendo eleito senador em 2010. Em 2015, migrou para a Rede, foi reeleito em 2018 e, atualmente, está no PT, buscando uma nova oportunidade em 2026.
Com os resultados atuais, o grupo político formado por Clécio e Randolfe enfrenta seu cenário mais desafiador em mais de três décadas de atuação. Caso a tendência se mantenha até a votação, o retorno à sala de aula pode se tornar uma realidade para esses dois educadores, que construíram suas carreiras no serviço público.
