Mapeamento cultural nas comunidades do Vale do Jari
Uma ação significativa para a cultura de Laranjal do Jari está em andamento. O Comitê de Cultura do Amapá, em parceria com o agente territorial Dios Furtado, realiza uma busca ativa para identificar agentes culturais e fortalecer o diagnóstico da cultura nas comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas do Vale do Jari. O trabalho acontece até 8 de novembro, com o objetivo de registrar as atividades culturais locais e avaliar o impacto das políticas públicas na região.
Conhecer para fortalecer as políticas culturais locais
Essa iniciativa busca mapear quem são os produtores culturais, quais ações estão em curso e como as políticas públicas estão chegando às localidades mais afastadas dos centros urbanos. A busca ativa é um processo de aproximação, que envolve visitas às comunidades para dialogar com artistas, grupos e coletivos que desenvolvem cultura em seus territórios. O esforço inclui o registro de práticas culturais que, muitas vezes, permanecem fora dos cadastros oficiais, além de identificar os desafios no acesso a editais e oportunidades de fomento.
O roteiro começou no Ramal da Floresta Extrativista do Cajari, seguindo para o Açaizal, Padaria, o Quilombo São José e outras comunidades ribeirinhas da Beira-Rio de Laranjal do Jari. Em cada local, o levantamento busca compreender as transformações culturais desde 2023, ano em que o Ministério da Cultura retomou suas atividades, para medir avanços e identificar lacunas nas políticas públicas.
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Fonte: aquidesalvador.com.br
Expansão da Rede Cultura Viva e fortalecimento local
Um dos sinais claros dessa evolução é a ampliação da Rede Cultura Viva na região. Antes da retomada do Ministério da Cultura, o Vale do Jari não possuía nenhum Ponto de Cultura reconhecido. Hoje, são sete, o que revela o crescimento da organização cultural local e o reconhecimento das iniciativas que movimentam o território.
Além disso, o levantamento reúne dados sobre a participação dos agentes culturais em editais nacionais e programações estaduais, como a Expofeira, e verifica registros nos sistemas Mapa Cultural do Brasil e SEIIC-AP. Para Dios Furtado, agente territorial, a ação é essencial para dar voz e visibilidade às experiências culturais que constroem a identidade do município.
“Queremos chegar onde a cultura acontece, ouvir as pessoas e conhecer de perto seus trabalhos. Muitas iniciativas ainda não estão registradas ou não acessam as políticas públicas. Essa busca ativa é uma forma de fortalecer essas iniciativas nos próprios territórios e compreender o que avançou e o que ainda falta para o Vale do Jari”, afirma Furtado.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Construindo políticas culturais mais próximas da realidade local
Mais do que um levantamento de dados, a busca ativa aproxima as políticas culturais da vida das comunidades. A ação contribui para a criação de indicadores que refletem o desenvolvimento cultural do Vale do Jari e para o planejamento de ações que atendam às necessidades reais dos produtores culturais no interior do Amapá.
Essa iniciativa é uma parceria do Comitê de Cultura do Amapá com o agente territorial Dios Furtado, responsável pela macrorregião de Laranjal do Jari, e conta com registros fotográficos do próprio agente, que documenta o processo.
