Aumento de Casos de Síndromes Gripais no Amapá
O período chuvoso no Amapá está trazendo um aumento alarmante nos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre as crianças, que são o grupo mais vulnerável a complicações respiratórias. Para enfrentar essa situação, o Governo do Amapá lançou mão de uma estratégia robusta, destacando a inauguração do novo Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá. Este hospital conta com 193 leitos e uma estrutura moderna, preparada para atender as necessidades infantojuvenis de saúde.
Dados coletados pelo Núcleo de Epidemiologia do HCA revelam que, durante os meses de março e abril deste ano, foram contabilizados 2.572 casos de Síndrome Gripal e 216 casos de SRAG. Em comparação ao mesmo período de 2025, onde foram relatados 1.241 casos de SG e 284 de SRAG, o aumento é chocante e chega a aproximadamente 107,3%.
Vacinação e Cuidados Preventivos
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Uma boa notícia é que a diminuição nos casos de SRAG observada neste ano pode ser atribuída, em grande parte, à vacinação oferecida pela unidade a recém-nascidos prematuros e crianças de até 2 anos com comorbidades, utilizando a vacina Nirsevimabe. O médico do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior, ressalta a importância de intensificar os cuidados neste período, especialmente entre grupos de risco como crianças pequenas, idosos e aqueles com doenças crônicas.
“O período crítico para as doenças respiratórias se estende entre março, abril e maio, podendo se estender até junho. É crucial que as medidas preventivas sejam adotadas, como reforçar a vacinação, evitar ambientes fechados e procurar atendimento médico logo ao primeiro sinal de agravamento”, enfatiza Rinaldo.
Monitoramento Epidemiológico e Ampla Capacidade de Atendimento
Ingrid Martins, responsável técnica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, explica que o aumento dos casos de Síndrome Gripal em 2026 também está vinculado a mudanças nas diretrizes do Ministério da Saúde, que expandiu os critérios de notificação para incluir novas doenças respiratórias. Esta ampliação, junto com a capacidade significativamente maior de atendimento proporcionada pelo novo HCA, permite que mais pacientes sejam atendidos adequadamente, especialmente os casos mais graves.
“Estamos operando com uma estrutura que superou a do ano passado, com a ampliação dos leitos clínicos e de UTI pediátrica. Entretanto, é vital que a população siga o fluxo recomendado da rede de saúde para evitar a superlotação nas unidades hospitalares com casos leves que poderiam ser tratados na atenção primária”, alerta Ingrid.
Recomendações para a População
Para ajudar a limitar a propagação de síndromes gripais, algumas práticas são essenciais. É fundamental manter a vacinação em dia, assegurar a hidratação adequada, evitar que as crianças sejam expostas à chuva e a mudanças bruscas de temperatura, além de promover a higienização frequente das mãos. Também é aconselhável manter distância de ambientes fechados e aglomerações durante o pico de circulação viral, especialmente para crianças menores de 5 anos, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O coordenador do Núcleo de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior, destaca que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de evitar um agravamento dos casos e internações. “Neste período, com o auge sazonal das doenças respiratórias em nosso estado, é vital que a vacinação esteja em dia e que qualquer sinal de desconforto respiratório seja avaliado por um profissional de saúde o quanto antes”, frisou.
Quando Procurar Atendimento Médico
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta que casos leves, como febre baixa, coriza, tosse e dores no corpo, sejam inicialmente direcionados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que são responsáveis pela atenção primária. A transferência para hospitais de urgência, como o de Santana, maternidades e Pronto Atendimento Infantil, deve ocorrer apenas em caso de agravamento, como dificuldade para respirar, febre persistente ou sinais de sonolência excessiva.
Seguir este fluxo não só ajuda a evitar a superlotação nas unidades de emergência, mas também garante que os casos mais críticos recebam a atenção prioritária e especializada de que necessitam.
