Potencial Econômico da Margem Equatorial
O avanço das pesquisas de petróleo na Margem Equatorial tem o potencial de transformar o Amapá em um importante polo econômico dentro do mercado nacional de óleo e gás. A avaliação é do embaixador Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que participou do programa ‘LuizMeloEntrevista’, do Sistema Diário de Comunicação, na terça-feira, 20.
No mesmo dia, o desempenho do setor petrolífero brasileiro ganhou destaque ao registrar um superávit de cerca de US$ 32 bilhões entre janeiro e setembro, consolidando o petróleo como o principal produto das exportações do país. Para Ardenghy, esses números evidenciam a relevância econômica da atividade, mas também apontam para o potencial ainda não explorado na Margem Equatorial.
Primeiras Descobertas e Qualidade do Petróleo
Embora os dados atuais não incluam a Foz do Amazonas, área que compõe a Margem Equatorial, o presidente do IBP destaca que a região precisa ser incorporada rapidamente ao cenário produtivo nacional. As primeiras descobertas na costa do Amapá são vistas como promissoras. “Uma primeira perfuração que apresenta descoberta é um resultado muito positivo”, afirma Ardenghy, lembrando que muitas vezes as primeiras tentativas não encontram hidrocarbonetos.
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Além disso, as análises iniciais apontam para um petróleo leve, o que facilita o processamento industrial e amplia a produção de derivados de alto valor, como gasolina, querosene de aviação e GLP. Esses fatores reforçam a perspectiva de ganhos econômicos para a região e o país.
Desafios Operacionais e Interesse dos Investidores
O desafio agora, segundo Ardenghy, é avançar nas pesquisas respeitando as etapas de licenciamento ambiental e garantindo segurança operacional. O Amapá já tem mostrado protagonismo ao participar da Rio Oil & Gas, maior feira de petróleo e gás da América Latina, onde apresentou informações sobre condições de investimento, logística e infraestrutura portuária.
Esse movimento despertou o interesse de investidores, consolidando o estado como um ator relevante dentro do setor. A expectativa é que a integração da Margem Equatorial no mapa da produção nacional gere novos empregos e impulsione a economia local, impactando positivamente a renda e o consumo na região.
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Equilíbrio entre Desenvolvimento e Preservação Ambiental
Ardenghy reforça que a exploração pode ser feita com responsabilidade ambiental, citando o exemplo do projeto Urucu, no Amazonas, onde a Petrobras atua desde os anos 1980. O gás natural extraído contribui para o abastecimento energético de Manaus, demonstrando que é possível aliar produção e sustentabilidade.
A experiência acumulada em outras regiões será fundamental para garantir que a exploração na Foz do Amazonas ocorra com tecnologias e protocolos que minimizem os impactos ambientais. “A exploração na Margem Equatorial ocorre em ambiente marítimo, não na floresta”, explica o presidente, destacando a importância da preservação para a sociedade e para a população local.
Roberto Ardenghy, diplomata aposentado e atual presidente do IBP, recebeu o título de cidadão amapaense em reconhecimento ao seu trabalho em defesa das pesquisas na Margem Equatorial, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da região.
