Visão Estratégica para o Amapá
O plano de governo de Dr. Furlan (PSD), ao lado de Luciana Gurgel (PL), apresenta um projeto estruturado para transformar o Amapá em um estado moderno, sustentável e competitivo. Registrado oficialmente na Justiça Eleitoral, o documento detalha 13 pontos estratégicos que abrangem áreas essenciais como educação, saúde, infraestrutura, economia, cidadania, cultura e esporte.
O documento de 78 páginas busca promover um desenvolvimento integrado, reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades para a população amapaense. Destaca a valorização dos profissionais, a modernização dos serviços públicos e o aproveitamento dos recursos naturais e geográficos do estado para fortalecer sua competitividade.
Investimento em Saúde e Educação
Na área da saúde, o plano enfatiza o fortalecimento da Atenção Primária, que será coordenadora do cuidado, e a ampliação da média e alta complexidade. O projeto propõe a modernização dos hospitais, expansão da telemedicina e um olhar especial para a saúde mental, reabilitação e vigilância em saúde. Entre as metas está a redução da mortalidade materna, infantil e neonatal, consolidando uma rede eficiente que ofereça diagnóstico e tratamento dentro do próprio estado, diminuindo as desigualdades no acesso.
Em educação, a proposta prioriza uma gestão orientada por resultados, com metas claras e monitoramento constante. A renovação dos processos pedagógicos, a recomposição das aprendizagens perdidas e a integração da tecnologia ao ensino são pilares da iniciativa. A valorização dos professores aparece como elemento central, com foco na formação continuada, carreira digna e melhores condições de trabalho, visando formar mão de obra qualificada para sustentar o desenvolvimento local.
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Segurança Pública e Infraestrutura como Prioridades
Na área de segurança pública, o plano propõe uma redução da dependência do confronto direto, investindo em inteligência policial, tecnologia e investigação criminal. A ampliação dos efetivos, modernização das instituições e a valorização dos profissionais, incluindo cuidados com a saúde dos agentes, são pontos destacados. A estratégia ainda prevê políticas integradas de prevenção, articuladas com educação, assistência social e geração de emprego e renda.
Para infraestrutura, o projeto prevê investimentos significativos em estradas, pontes, saneamento, habitação e mobilidade urbana. O Programa de Retomada de Obras receberá um aporte inicial de R$ 40 milhões para destravar projetos paralisados e viabilizar R$ 1,2 bilhão em empreendimentos nos 16 municípios. Também será criada a Rede Estadual de Apoio aos Municípios, oferecendo assistência técnica para captação de recursos e execução de obras. A preparação do estado para o ciclo da indústria de petróleo e gás é outra estratégia para diversificar a economia e gerar empregos.
Economia, Petróleo e Desenvolvimento Sustentável
O plano destaca a necessidade de diversificar a economia amapaense, reduzindo a dependência do setor público. A proposta visa transformar ativos estratégicos como biodiversidade, localização geográfica, riquezas minerais e potencial pesqueiro em vantagens competitivas permanentes. O desenvolvimento econômico sustentável será integrado com responsabilidade ambiental, inovação tecnológica e inclusão social para atrair investimentos e gerar empregos privados.
Na área de petróleo e energia, o foco está em garantir que o estado capture valor localmente, aprendendo com episódios como o apagão de 2020. A proposta inclui investimentos em empregos qualificados, fornecedores locais, tributos e conhecimento para que a riqueza gerada fortaleça a economia amapaense. Assim, o petróleo e o gás serão instrumentos para melhorar a competitividade e a qualidade de vida da população.
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Cidadania, Cultura e Esporte
O fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é previsto com a ampliação da rede de atendimento e modernização de equipamentos públicos. O plano articula programas de transferência de renda, qualificação profissional, inclusão produtiva e segurança alimentar, visando reduzir vulnerabilidades e promover autonomia das famílias. Políticas específicas para mulheres, juventude, família e pessoas idosas serão integradas com áreas como saúde, educação e direitos humanos.
Na cultura, a proposta valoriza o patrimônio amapaense — como o Marabaixo, Batuque e Arte Kusiwa — reconhecendo-os como instrumentos de identidade e desenvolvimento. O plano prevê a ampliação de equipamentos culturais, descentralização dos investimentos e fortalecimento das manifestações tradicionais. No turismo, a infraestrutura e qualificação profissional serão estruturadas para consolidar o Amapá como destino sustentável e competitivo, integrando o setor à bioeconomia.
O esporte e lazer também recebem atenção com a modernização da infraestrutura esportiva, ampliação do acesso em todos os municípios e incentivo ao esporte educacional, comunitário, amador, de rendimento e paradesporto. A qualificação permanente de profissionais e a criação de mecanismos de fomento às entidades e projetos sociais completam a estratégia para incentivar a participação e o desenvolvimento esportivo no estado.
