Avanços do Fungetur no apoio ao turismo amapaense
O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) tem impulsionado o setor no Amapá de maneira expressiva. Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números de 2026 indicam um crescimento notável em volume de recursos e operações contratadas. De janeiro a julho deste ano, o estado recebeu R$ 3,4 milhões em financiamentos distribuídos em 11 operações, todas voltadas ao capital de giro. Para efeito de comparação, no mesmo período de 2025, houve apenas uma operação no valor de R$ 735 mil. Esse salto representa um aumento superior a 360% no volume de recursos direcionados ao turismo local.
O crédito concedido tem atendido principalmente micro e pequenas empresas, que representam cerca de 91% dos financiamentos. Em 2026, seis operações foram destinadas a microempresas e quatro para pequenas empresas, evidenciando um foco no fortalecimento dos negócios de menor porte. Essa expansão no acesso ao financiamento contribui para que empresários possam investir na melhoria dos serviços e consolidar a cadeia produtiva do turismo no estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento.
Quem pode acessar os recursos do Fungetur e regras do programa
Empresários e microempreendedores individuais que prestam serviços turísticos e estejam cadastrados no Cadastur podem solicitar recursos ao Fungetur. O cadastro é gratuito e funciona como um canal oficial para comprovar a regularidade das empresas no setor. A concessão do crédito passa pela análise de risco, aprovação e definição das garantias pelas instituições financeiras credenciadas.
O Fungetur oferece financiamentos para obras de implantação, ampliação, reforma, aquisição de equipamentos turísticos e capital de giro. Os valores podem chegar a R$ 15 milhões, com juros de até 5% ao ano, acrescidos da correção pelo INPC. Os prazos para pagamento variam de até 120 meses para bens e capital de giro e até 240 meses para obras, com carência de até cinco anos, conforme avaliação do agente financeiro.
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Potencial turístico do Amapá e estratégias do Ministério
O Ministério do Turismo reconhece o potencial do Amapá em segmentos como turismo de natureza, biodiversidade amazônica, pesca esportiva, turismo náutico, patrimônio cultural e experiências com povos tradicionais. O foco está em apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável, ampliem a geração de emprego e renda e aumentem a competitividade do estado no mercado nacional e internacional.
Em 2026, os recursos do Fungetur foram destinados a diversos segmentos, incluindo restaurantes, cafeterias e bares, que concentraram cerca de 27% das operações. Também receberam financiamentos organizadoras de eventos, prestadores de infraestrutura, agências de turismo, empreendimentos ligados ao turismo náutico e pesca esportiva, além de transportadoras turísticas.
Integração regional e turismo nas áreas de fronteira
O ministro Gustavo Feliciano destaca a importância da integração regional para fortalecer a Amazônia como destino turístico. O Consórcio Amazônia Legal exemplifica essa colaboração entre estados amazônicos, que pode ampliar a atratividade da região por meio de roteiros integrados e promoção conjunta. Essa estratégia beneficia o turismo internacional, já que o Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas estrangeiros em 2025, com 65% vindos de países sul-americanos.
Uma ação importante é o projeto de cooperação técnica com a UNESCO para desenvolver o turismo nas regiões fronteiriças do Amapá e Pará com a Guiana Francesa e o Suriname. O objetivo é articular a preservação ambiental, valorização cultural e cooperação institucional para superar desafios de infraestrutura, conectividade e promoção turística. Essa abordagem integrada visa fortalecer o turismo em áreas estratégicas, aproveitando o potencial fronteiriço para aumentar o fluxo de visitantes.
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O futuro do turismo no Amapá após a pandemia e o impacto do petróleo
O Amapá tem ganhado destaque como destino turístico atraente para viajantes que buscam natureza preservada, cultura autêntica e experiências únicas. O fortalecimento da infraestrutura e o acesso facilitado ao crédito são fundamentais para que o estado esteja preparado para receber um número crescente de visitantes.
O ministro ressalta que investimentos em setores como o petróleo podem impulsionar o turismo de negócios no curto prazo, alavancando a economia local. A longo prazo, a infraestrutura gerada pode fortalecer o ecoturismo e a valorização cultural. Melhorias em aeroportos e transporte hidroviário também poderão ampliar a conectividade, facilitando a chegada de turistas nacionais e internacionais.
Reconhecimento aos trabalhadores do turismo no Amapá
Gustavo Feliciano agradece o empenho diário dos profissionais que atuam no turismo do Amapá. Ele destaca que o setor depende do trabalho dedicado de quem recebe os visitantes, guia os turistas pelos rios e florestas, produz a gastronomia local e cuida da hotelaria e do artesanato. Esses trabalhadores são responsáveis por transformar o potencial do estado em experiências únicas e memoráveis para os visitantes.
