Debate sobre cultura, criatividade e geração de renda no Amapá
O painel “Amapá que Gera Renda: Cultura, Criatividade e Negócios da Nossa Terra” reuniu artistas, produtores e empreendedores para discutir como os talentos locais podem se converter em trabalho, renda e novos negócios no estado. O evento aconteceu no Auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), no Parque de Exposições, com mediação da jornalista Josi Paixão e transmissão ao vivo pelo g1 Amapá e Amazon Sat.
Conexão entre cultura e economia local
A conversa ressaltou a importância de aproximar diferentes setores, como artistas, produtores culturais, empreendedores e empresas, para ampliar o acesso a mercados, tecnologia e formação. Matheus Aquino, coordenador de Projetos da Fundação Rede Amazônica, destacou que essa aproximação contribui para fortalecer a economia local e valorizar a produção amapaense.
“Discutir cultura, criatividade e inovação também significa falar sobre geração de renda, oportunidades e desenvolvimento. O Amapá tem uma produção cultural muito rica. Aproximar esses setores cria novas possibilidades para fortalecer a economia local e valorizar o que é produzido no nosso território”, afirmou Aquino.
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O papel da criatividade e da tecnologia
O debate também abordou a diversidade de vocações criativas da Amazônia. “Nem toda criatividade precisa de palco. A tecnologia pode ser usada para melhorar a sociedade”, pontuou Aquino. Ele ressaltou que empresas buscam profissionais capazes de resolver problemas, e que acreditar na própria criatividade é fundamental para empreender.
O painelista Jó destacou o enorme volume de informações disponível na atualidade e o uso da inteligência artificial (IA) como ferramenta para descobrir novas oportunidades. “Nunca na história da humanidade as pessoas tiveram tanto acesso à informação. A IA ajuda a entender nossas vocações. Precisamos saber quem somos”, afirmou.
Desafios e oportunidades para artistas locais
Jó ressaltou que o Amapá é um celeiro de artistas para todas as linguagens culturais, mas que o mercado ainda oferece poucas oportunidades para que esses artistas vivam da própria arte. “O mercado não vive só de editais. Poderíamos ter um calendário para potencializar essas oportunidades”, comentou.
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Ele também destacou o papel das produtoras culturais e das leis de incentivo na retomada daqueles que estavam fora do mercado. “A arte nunca será estática. O novo chega sempre, e o artista precisa estar em constante aprendizado e circulação”, concluiu.
Visão empresarial sobre a cultura no Amapá
Erik Rocha, empresário e diretor técnico do Instituto Fecomércio-AP, ressaltou que o setor empresarial começa a enxergar a cultura como parte das experiências oferecidas ao público. “Nossa região tem um potencial enorme. Produtores culturais, artesãos e pintores têm oportunidades para se desenvolver. As pessoas buscam experiências, o que impulsiona a economia criativa“, afirmou.
Rocha aconselhou a formalização das atividades culturais e o uso da tecnologia para alcançar o público desejado. “É importante trabalhar como MEI, buscar alternativas e entender que isso é um negócio, pois abre portas e oportunidades”, concluiu.
