Participação do Amapá no Grupo de Trabalho para o Setor Mineral
O Governo do Estado do Amapá deu um passo importante para fortalecer a inovação e o desenvolvimento sustentável na cadeia mineral ao integrar o Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa lançada em Brasília tem como objetivo desenvolver o Programa Inova+Mineral, focado em pesquisa, desenvolvimento tecnológico, extensionismo e inovação no setor mineral.
A Secretaria de Estado da Mineração (Semin) representou o Amapá no evento que formalizou a participação do estado nesse grupo estratégico. Para o secretário da Semin, Mamede Barbosa, essa ação vai impulsionar uma agenda nacional que prioriza a infraestrutura científica, capacitação de profissionais, desenvolvimento tecnológico, industrialização e o aumento do conteúdo nacional nas cadeias minerais consideradas essenciais para o Brasil.
Impactos do Programa Inova+Mineral e parcerias estratégicas
O programa Inova+Mineral terá como base diretrizes importantes como a Política Mineral Brasileira, a Nova Indústria Brasil (NIB), o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima, a Estratégia Nacional de Economia Circular e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI). O grupo de trabalho será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI) e contará com a participação de instituições-chave como o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
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Fonte: curitibainforma.com.br
A Secretaria-Executiva ficará a cargo do Departamento de Programas de Inovação do MCTI, que deverá apresentar a proposta do programa à ministra Luciana Santos em até 90 dias, podendo o prazo ser prorrogado uma única vez. Esse movimento chega em um momento de expansão dos investimentos públicos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil, com a Finep contratando mais de 5,3 mil projetos entre 2023 e 2025, totalizando mais de R$ 45 bilhões — um salto de 235% em relação ao período anterior.
Recursos direcionados para inovação e sustentabilidade mineral
Dentro do setor mineral, a chamada “Finep Mais Inovação Brasil – Transformação Mineral” disponibiliza R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas brasileiras investirem em soluções tecnológicas. Os projetos contemplados abrangem áreas estratégicas como minerais críticos, mineração urbana, reaproveitamento de resíduos, tecnologias sustentáveis e descarbonização da transformação mineral.
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Fonte: diariofloripa.com.br
Entre os minerais prioritários estão lítio, cobre, níquel, grafita, terras-raras, nióbio, silício, cobalto e titânio — elementos essenciais para baterias, semicondutores, sistemas de energia renovável e equipamentos de alta tecnologia. Além disso, o programa incentiva iniciativas focadas na recuperação de áreas degradadas, monitoramento de barragens, reciclagem de resíduos eletrônicos e tecnologias industriais de baixo carbono, como hidrogênio de baixa emissão e captura de CO₂.
