Liderança de Moçambique na AP-CPLP
O Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, expressou sua confiança de que a Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), sob a liderança de Moçambique, pode contribuir de forma significativa para facilitar a mobilidade dentro da comunidade. Essa iniciativa visa transformar a AP-CPLP em um organismo mais dinâmico, capaz de impulsionar trocas comerciais e promover o desenvolvimento entre os países membros.
Almeida fez essas declarações durante uma Sessão Solene na sede do Parlamento moçambicano, onde se encontrava em visita oficial a Maputo. Ele ressaltou a prontidão de Luanda para receber a XV Assembleia Plenária da AP-CPLP. Este evento, segundo ele, representa uma oportunidade importante para que os parlamentos dos Estados membros reafirmem a importância do pilar econômico para o futuro da comunidade.
“É essencial que atuemos com rapidez para que nossa instituição seja formalmente constituída durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, condição imprescindível para sua normalização,” afirmou Almeida. Ele também destacou a necessidade de priorizar agendas parlamentares que abordem questões que realmente afetam a população.
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O líder parlamentar angolano apontou a redução das desigualdades sociais e a construção de sociedades que ofereçam oportunidades iguais para todos como questões indispensáveis para o desenvolvimento econômico. Outras pautas que ele mencionou incluem a segurança alimentar, a luta contra a pobreza, a melhoria do acesso à educação e à saúde, bem como a ampliação do acesso à água e à energia. A construção de mais infraestrutura também foi citada como essencial para este processo.
Além disso, Almeida enfatizou a importância da inclusão da mulher no desenvolvimento social. Ele argumentou que uma sociedade que discrimina as mulheres ignora um dos principais ativos para o progresso. O parlamentar defendeu a adoção de políticas que promovam os direitos femininos, essenciais para corrigir desigualdades históricas.
“No Parlamento angolano, há 89 Deputadas, o que representa cerca de 40% da presença feminina,” comentou. Ele declarou que as mulheres são pilares estruturantes para a estabilidade social e desempenham um papel fundamental nas famílias e comunidades onde atuam.
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Fonte: daquibahia.com.br
Ainda durante seu discurso, Almeida fez um apelo aos parlamentos para que continuem a ser forças ativas na adoção de políticas que visem à geração de emprego, à habitação e à formação profissional, preparando assim os jovens para os desafios do presente e futuro.
Ele ressaltou a importância de os legisladores se adaptarem à revolução digital, protegendo a economia local, a cultura e as nações. Almeida advertiu que não se pode permitir que algoritmos desenvolvidos a milhares de quilômetros de distância determinem o futuro dos países.
“Uma abertura ao mundo da informação global sem a proteção dos interesses nacionais pode se transformar em uma forma de neocolonialismo,” alertou. Ele destacou que os parlamentos devem atuar como guardiões da democracia representativa, enfrentando as novas ameaças que colocam em risco a credibilidade das instituições democráticas.
Almeida também sublinhou a relevância da participação parlamentar na resolução pacífica de conflitos, enfatizando a importância de erguer a voz em favor da diplomacia parlamentar para que o diálogo prevaleça sobre a violência. “O mundo precisa mais de cooperação do que competição,” disse.
“Enquanto parlamentos, devemos unir forças nas diferentes plataformas globais e regionais para promover reformas profundas no sistema de governança global. A África não pode continuar apenas como espectadora, mas deve ser uma participante ativa e influente nas decisões estratégicas globais,” concluiu.
A visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola está programada para encerrar na próxima quinta-feira, dia 30 de abril.
