Primeiro Registro da Praga em Santana
A Defesa Civil de Santana, município localizado no Amapá, confirmou o primeiro caso da praga conhecida como vassoura-de-bruxa, intensificando o alerta já emitido em todo o estado desde 2025. Equipes da Defesa Civil Municipal, juntamente com a Defesa Civil Estadual, a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria Municipal de Agricultura, realizaram uma visita à comunidade do Matão do Piaçacá para inspecionar a plantação de mandioca, onde ocorreu o primeiro registro da doença.
O trabalho conjunto tem como principal objetivo orientar os moradores, oferecer suporte imediato e buscar alternativas para barrar o avanço da praga, sem contar que também aciona as autoridades competentes para assegurar assistência às famílias afetadas. Helivanilto Ramos, secretário de Defesa Civil de Santana, informou que a próxima etapa será notificar o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Comunicação com Autoridades Nacionais
“Estamos concluindo o levantamento para identificar se outras comunidades também apresentam focos da vassoura-de-bruxa. Após essa verificação, iremos informar os órgãos nacionais sobre a presença da praga no município”, detalhou o gestor. Ele ressaltou que, além da comunicação oficial, que poderá facilitar a obtenção de apoio para os produtores impactados, o município também planeja buscar assistência da Embrapa para lidar com a praga na comunidade e evitar sua disseminação.
Com a confirmação do caso, Santana passará a adotar medidas sanitárias rigorosas para conter a expansão da praga na cultura da mandioca. As ações obedecem às diretrizes de defesa vegetal implementadas em outras localidades afetadas, focando na prevenção, controle e contenção do avanço da doença.
Medidas Sanitárias em Ação
Entre as principais iniciativas adotadas está a proibição do transporte de plantas e partes da mandioca provenientes de áreas com a praga confirmada para municípios ainda livres da doença, com um prazo inicial de 120 dias, podendo ser estendido. Além disso, fica restrito o transporte in natura da mandioca, como raízes e tubérculos crus, sendo autorizado apenas o trânsito de produtos já processados, como farinha e tucupi.
A vassoura-de-bruxa é uma praga que afeta diretamente as plantações de mandioca, prejudicando a raiz e impedindo o desenvolvimento adequado do tubérculo. O impacto é significativo, pois a cultura da mandioca é fundamental para a agricultura no estado, sendo essencial para a produção de farinha, tucupi e outros produtos derivados.
Ações do Governo do Amapá
Desde fevereiro deste ano, o Governo do Amapá tem intensificado as ações de controle e prevenção contra a praga. Essas medidas fazem parte de uma estratégia estadual que foi estabelecida diante da emergência fitossanitária decretada para conter o avanço da contaminação. Desde 2025, equipes da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) têm mantido barreiras fitossanitárias em municípios como Porto Grande e Cutias do Araguari, onde há relatos da doença.
O principal objetivo é impedir a propagação da praga, que pode devastar lavouras inteiras e inviabilizar futuros plantios de mandioca. A vassoura-de-bruxa foi inicialmente identificada em terras indígenas do município de Oiapoque, por técnicos da Embrapa, e posteriormente em Calçoene, no Amapá, e na Guiana Francesa, região vizinha ao estado.
Histórico da Vassoura-de-Bruxa
Em janeiro de 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência fitossanitária devido ao risco de surto da praga nos estados do Amapá e Pará. No mês seguinte, foi criado o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa-da-Mandioca (PVBM), além do estabelecimento do Centro de Operações de Emergência Agropecuária (COE-Mapa).
Desde então, diversas frentes de combate têm sido implementadas, incluindo pesquisas financiadas com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com foco no controle da praga e na proteção da produção agrícola da região.
