Senador Alerta para Reajustes Futuros
O senador Lucas Barreto, representante do PSD no Amapá, fez um pronunciamento no Plenário na última quarta-feira (8), onde manifestou sua preocupação em relação à recente decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo Barreto, a medida que suspendeu temporariamente o aumento das tarifas de energia elétrica no estado serve apenas para adiar um problema, sem realmente oferecer uma solução. O parlamentar destacou que essa ação não altera a realidade do setor energético local e sugere que novos aumentos nas tarifas são inevitáveis.
Barreto expressou sua insatisfação com a situação ao afirmar: “Em outras palavras, não houve redução estrutural de tarifa, não houve revisão de custos, não houve ganho para o consumidor. Houve apenas um ajuste para evitar, neste momento eleitoral, um aumento que já estava sendo pressionado.” Essas declarações refletem a crescente preocupação com a gestão tarifária e o impacto que isso pode ter sobre os moradores do Amapá.
O senador detalhou que a suspensão do aumento se deveu à antecipação de cerca de R$ 201 milhões, quantia que a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA Equatorial) tinha direito ao longo do contrato de concessão. Ele ressalta que essa quantia poderá ser incorporada aos reajustes previstos para 2026, mantendo a incerteza sobre os futuros custos para os consumidores. A situação levanta questionamentos sobre a transparência nas práticas da concessionária e a eficácia das medidas adotadas.
Além disso, Lucas Barreto fez um apelo à CEA Equatorial, exigindo esclarecimentos sobre os investimentos realizados e as melhorias que foram efetivamente entregues no Amapá. “A CEA Equatorial ainda precisa explicar quais investimentos realizou, por que pressiona por aumentos e quais melhorias efetivamente entregou ao Amapá. O estado já sofreu demais com falhas no setor elétrico para aceitar isso agora, aumentos disfarçados de solução técnica”, afirmou o senador. Essa declaração ressalta a frustração de muitos consumidores que se sentem desassistidos frente a uma situação que parece não ter solução à vista.
