Oportunidades de Exportação para a China
O Brasil tem avançado em sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras remessas de DDGS, grãos secos de destilaria com solúveis, além do envio inaugural de farinha de vísceras de aves. Essas iniciativas marcam a abertura de novas frentes comerciais para o agronegócio brasileiro, que tem na China seu maior parceiro de exportações.
O DDGS, um coproduto do etanol de milho, teve sua exportação possibilitada após a demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para a abertura do mercado chinês. Após a conclusão das tratativas sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi oficialmente autorizado em maio de 2025. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG e DDGS para o país asiático.
Consequentemente, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, localizado em Guangzhou, no sul da China. Essa operação representa um marco significativo para a indústria do etanol de milho, que agora conta com mais um mercado para escoar seus coprodutos.
Farinha de Vísceras de Aves: Um Novo Mercado
Além do DDGS, o Brasil também alcançou um importante marco ao enviar pela primeira vez farinha de vísceras de aves para o mercado chinês. Este produto, utilizado principalmente na alimentação animal, teve seu acesso ao país asiático garantido após a abertura do mercado, que foi concretizada em abril de 2023, a partir da demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra).
Essa operação não apenas amplia as oportunidades comerciais para a indústria nacional, mas também reforça a estratégia de diversificação da pauta exportadora do Brasil, aproveitando subprodutos de origem animal. Com isso, o país demonstra capacidade de inovação e adaptação às demandas do mercado internacional.
Articulação do Setor Produtivo e Governo
Essas iniciativas destacam a importante articulação entre o governo e o setor produtivo, que tem trabalhado para transformar as demandas do mercado em novas oportunidades de comércio exterior. Esse avanço é crucial para o Brasil, que busca abrir novos mercados para produtos que possuem maior valor agregado e potencial de crescimento.
A China, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, se destaca como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, representando 32,7% de todas as exportações do setor naquele ano. Essa dependência econômica reforça a necessidade de diversificação e abertura de novos mercados para o Brasil, visando um futuro promissor para o agronegócio nacional.
