Variações nos Preços do Etanol
Os preços do etanol hidratado apresentaram variações significativas na última semana, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até o dia 21 de fevereiro, o etanol subiu em nove estados, enquanto caiu em outros oito e se manteve estável em mais oito, deixando o Amapá sem medições. O preço médio nacional do etanol foi de R$ 4,65 por litro, sem alterações em relação à semana anterior.
Em São Paulo, o estado que se destaca como o maior produtor e consumidor do biocombustível, o preço do etanol também permaneceu inalterado, fixando-se em R$ 4,46 por litro. Entretanto, algumas variações chamaram a atenção: Alagoas registrou a maior alta percentual, subindo 7,11% e atingindo R$ 6,24 o litro, enquanto o Distrito Federal teve a maior queda de 1,96%, com o preço caindo de R$ 5,10 para R$ 5,00 o litro.
O preço mínimo registrado na semana foi de R$ 3,59 por litro, observado em um posto de São Paulo, enquanto o máximo chegou a R$ 6,83 no Rio Grande do Sul. Mato Grosso do Sul foi o estado com o menor preço médio, que alcançou R$ 4,25, por outro lado, o maior preço médio foi encontrado no Amazonas, onde o litro do etanol foi comercializado a R$ 5,48.
A Competitividade do Etanol em Relação à Gasolina
Um ponto crucial abordado por especialistas do setor é a competitividade do etanol em comparação à gasolina. Na semana encerrada em 21 de fevereiro, o etanol não era competitivo em nenhum estado do Brasil. A paridade média entre o etanol e a gasolina foi de 73,81%, o que torna o biocombustível menos atrativo em relação ao combustível derivado do petróleo, de acordo com as análises da ANP.
A competitividade do etanol pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo o tipo de veículo que utiliza o biocombustível. Executivos do setor afirmam que, mesmo com a paridade superior a 70%, o etanol pode se tornar competitivo, dependendo do perfil do carro e da eficiência do motor.
Esses dados sobre os preços do etanol e sua competitividade em relação à gasolina são essenciais para consumidores e para o mercado, que busca entender as influências do biocombustível no cenário econômico atual. As flutuações nos preços refletem não apenas a dinâmica de oferta e demanda, mas também questões de política energética e sustentabilidade.
