Comemoração dos 81 anos do Laguinho destaca história e resistência cultural
O bairro do Laguinho, um dos mais tradicionais de Macapá, completou 81 anos de existência com uma programação que celebrou sua rica trajetória cultural e sua importância como berço da cultura afro-amapaense. A festa, realizada no Banco da Amizade, contou com apresentações musicais, rodas de samba e ações solidárias, além de homenagens a personalidades que contribuíram para a formação da identidade cultural do Amapá.
Laguinho: memória viva da população negra no Amapá
Conhecido por preservar manifestações culturais que atravessam gerações, o Laguinho é símbolo da memória e resistência do povo negro no estado. O evento ocorreu com o apoio do Governo do Amapá e integrou as celebrações promovidas pela comunidade para marcar a história do bairro.
O cantor e compositor Carlos Piru, referência na música local, ressaltou o significado da data: “Celebrar o Laguinho é celebrar a história de Macapá. Na transformação do Território Federal, os moradores negros que viviam na frente da cidade foram trazidos para o Laguinho e para a Favela. Nesse contexto, veio toda uma gama cultural e artística que fez com que o bairro se transformasse nessa potência que é hoje”.
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Carlos Piru se apresentou durante a programação por meio do Edital Circuito das Artes, iniciativa do Governo do Estado que fomenta a produção cultural, fortalece a economia criativa e amplia o acesso da população a manifestações artísticas em diversas regiões do Amapá.
Legado cultural e solidariedade em destaque na celebração
Ao lembrar a importância histórica do Laguinho, o cantor destacou o papel das gerações de moradores na construção da cultura amapaense: “A cultura pulsa sobre esse território. Temos escolas de samba, clubes de futebol e vários artistas que são referência na história cultural e artística do Amapá. Também temos as nossas pretas velhas, mulheres negras que ajudaram a construir este bairro e que deixaram um legado que não pode ser esquecido”.
Além das apresentações do Grupo Samba Laguinho, Mulheres Pretas na Percussão e do Circuito Popular de Roda de Samba, o evento promoveu a arrecadação de alimentos não perecíveis, destinados a iniciativas solidárias na comunidade.
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Para Carlos Piru, a celebração reafirma a importância de preservar a memória coletiva e reconhecer a contribuição da população negra para a formação do estado: “Apesar de o Laguinho hoje estar na área central da cidade, a gente não pode deixar morrer essa história tão linda, feita pelas mãos e pela luta de muita gente. Esse evento é um firmamento de tudo aquilo que foi construído e de tudo o que o Laguinho significa para a nossa história e para a sociedade amapaense”.
Tradição, samba e valorização do patrimônio cultural
Com o tema “Tradição que resiste, samba que une”, as comemorações enfatizaram o compromisso com a valorização do patrimônio cultural, da ancestralidade e das manifestações populares que fazem do Laguinho uma referência cultural fundamental no Amapá. A programação reforça o papel do bairro como espaço de resistência e expressão artística, consolidando sua importância na agenda cultural local.
