Iniciativa de Fortalecimento das Investigações
Em um movimento significativo, os policiais federais do Amapá se uniram, nesta terça-feira (24), ao esforço nacional para a criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Funcoc). As entidades representativas da categoria estão exigindo que o governo federal envie um projeto de lei ao Congresso Nacional que institua o fundo. A ideia central é que os recursos apreendidos de organizações criminosas sejam reinvestidos em ações de combate a essas mesmas entidades.
O delegado João Bastos detalhou que a proposta busca “descapitalizar as organizações criminosas, utilizando seus próprios recursos para o fortalecimento da polícia”. Ele ainda ressaltou que essa estratégia não afetaria os orçamentos destinados à segurança pública, assistência social, saúde ou outras áreas. Portanto, seria o dinheiro oriundo do crime financiando diretamente a luta contra o crime.
Objetivos do Funcoc
O Funcoc tem como meta principal fortalecer tanto as ações de prevenção quanto de repressão ao crime organizado. Isso inclui operações policiais, treinamentos, compra de equipamentos, veículos e também investimentos em tecnologia para investigações. Para além da Polícia Federal, os recursos do fundo seriam igualmente aplicados em iniciativas da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal.
No Amapá, o ato de adesão ao movimento aconteceu em frente à sede da Polícia Federal, situada na Rodovia do Centenário, na zona norte de Macapá. O evento atraiu a atenção de diversos agentes e delegados, demonstrando a união da categoria na busca por melhores condições para o trabalho policial. A mobilização é organizada pela Associação Regional dos Delegados de Polícia Federal, pelo Sindicato dos Policiais Federais e pela Associação Regional dos Peritos Criminais.
Possíveis Consequências da Inércia Governamental
As entidades envolvidas no movimento alertam que, se o governo federal não avançar com a proposta do Funcoc, podem ser necessárias novas ações, que incluem paralisações de serviços essenciais. Isso poderia afetar, por exemplo, o agendamento para a emissão de passaportes, o que impactaria diretamente a população.
O movimento dos policiais federais reflete uma crescente preocupação com a segurança e eficácia das investigações contra o crime organizado. A criação do Funcoc é vista como uma solução estratégica, permitindo que recursos antes utilizados por organizações criminosas sejam revertidos em prol da segurança pública.
Com a adesão de estados como o Amapá, a expectativa é de que a pressão sobre o governo federal aumente, levando em consideração que a luta contra o crime organizado é uma questão que demanda a atenção e o investimento adequados. A união das forças policiais é um sinal claro de que a categoria está disposta a lutar por mudanças efetivas que impactem diretamente no combate ao crime no Brasil.
