Incidente na Margem Equatorial Brasileira
A Petrobras confirmou um vazamento de fluido durante operações de perfuração, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, na Margem Equatorial do Brasil. O incidente foi detectado no último domingo (4) e, desde então, as atividades na área foram suspensas. Até o momento, a empresa não divulgou uma data para a retomada das operações.
Em comunicado oficial, a Petrobras destacou que “adotou todas as medidas de controle necessárias e notificou os órgãos competentes” sobre o vazamento. A companhia assegurou que o fluido utilizado nas operações está dentro dos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, o que minimiza os impactos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.
Segundo a empresa, o problema ocorreu devido à perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho. Vale lembrar que o fluido de perfuração é essencial para a limpeza e lubrificação da broca utilizada durante a perfuração de poços de petróleo e gás. Essa substância é uma mistura de água, argila e aditivos químicos, que ajudam a controlar a pressão do poço e a prevenir o colapso das paredes.
A Petrobras também enfatizou que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que continuam em total segurança”. A ocorrência, segundo a empresa, não representa riscos à segurança das operações de perfuração.
O Poço Morpho está situado no bloco exploratório FZA-M-059, a aproximadamente 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas. Esse incidente levanta preocupações sobre a segurança e a gestão ambiental nas atividades de exploração no país, especialmente em áreas sensíveis como a Amazônia.
