Desafios de Saneamento em Macapá
Macapá, a capital do Amapá, figura entre as cidades brasileiras com os índices mais baixos de saneamento básico, conforme o Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (18). O levantamento aponta que apenas 14,94% da população da cidade tem acesso à coleta de esgoto, um número alarmante quando comparado a capitais como Goiânia, São Paulo e Curitiba, que apresentam taxas superiores a 90%.
No que diz respeito ao tratamento do esgoto coletado, a situação de Macapá é igualmente preocupante. A cidade não está incluída entre as sete capitais que conseguem tratar pelo menos 80% do esgoto gerado. O estudo também revela que outras cidades da região Norte e Nordeste, como Porto Velho (RO), São Luís (MA) e Teresina (PI), tratam menos de 20% do esgoto, indicando problemas ainda mais severos nessas localidades.
Outro desafio significativo para Macapá é o elevado índice de perdas na distribuição de água. Apenas quatro capitais no Brasil — Goiânia, Teresina, Campo Grande e São Paulo — conseguiram manter perdas abaixo de 25%. Na capital amapaense, as perdas são substanciais, o que implica que uma quantidade considerável da água tratada não chega às torneiras dos habitantes.
Macapá Está Entre os 20 Piores Municípios do País
O estudo do Instituto Trata Brasil revela que Macapá está classificada entre os 20 piores municípios em termos de saneamento. Dentre as cidades mencionadas, quatro são do Rio de Janeiro, quatro do Pará e três de Pernambuco. O restante da lista inclui quatro cidades da macrorregião Norte, três do Nordeste, uma do Centro-Oeste e outra da região Sul.
Curiosamente, entre os 20 piores colocados, sete são capitais estaduais: Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO). A presença de tantas capitais nesse ranking evidencia que os problemas de saneamento não são exclusivos de cidades menores, mas afetam também grandes centros urbanos, impactando milhões de pessoas.
A Necessidade de Investimentos em Saneamento
Segundo o Instituto Trata Brasil, os dados reforçam a urgência de investimentos estruturais em saneamento básico na capital amapaense. Para melhorar a situação, é essencial ampliar o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, além de reduzir as perdas no abastecimento de água. Sem essas melhorias, a qualidade de vida da população continuará comprometida.
As dificuldades enfrentadas por Macapá em relação ao saneamento básico não são um caso isolado, mas refletem um problema nacional que demanda atenção imediata e políticas eficazes para garantir o direito básico da saúde e bem-estar de todos os cidadãos. Com a conscientização e ação, é possível vislumbrar um futuro em que o saneamento básico seja uma realidade acessível para todos.
