A Desativação dos Telefones Públicos no Brasil
O Amapá é o lar de 79 telefones públicos conhecidos como orelhões, distribuídos pelos 16 municípios do estado, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Atualmente, 44 desses aparelhos continuam em funcionamento, enquanto 35 encontram-se inativos e sem uso. A partir deste mês, começará a retirada definitiva desses equipamentos das ruas do Brasil. Essa decisão ocorre após o término das concessões das cinco operadoras que eram responsáveis por esses serviços de telefonia fixa no país.
Com mais de 38 mil aparelhos ainda em operação em todo o território nacional, as operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica não têm mais a obrigação legal de manter a infraestrutura dos telefones públicos. Essa medida simboliza o encerramento de uma era onde os orelhões foram essenciais para a comunicação entre os brasileiros, especialmente entre as décadas de 1970 e 2000.
A desativação dos orelhões não ocorrerá de forma imediata em todos os locais. A remoção das carcaças e dos equipamentos que já estão desativados terá início em janeiro. No entanto, os orelhões permanecerão em cidades que ainda não contam com cobertura de telefonia celular até o ano de 2028. Durante anos, esses telefones públicos foram fundamentais para comunicações urgentes, encontros inesperados, criando memórias que marcaram diversas gerações. Muitos brasileiros recordam com nostalgia as chamadas a cobrar, esperando ansiosamente pela confirmação de que a ligação seria completada.
