Estratégia do PT para as Eleições de 2026
O Partido dos Trabalhadores (PT) já delineou sua abordagem para as eleições de 2026 no Senado, com um foco especial em estados que possuem um número reduzido de eleitores. A meta é ampliar sua bancada na Casa, buscando maximizar as chances de sucesso em disputas eleitorais que tendem a exigir menos votos para garantir uma cadeira.
Durante o próximo pleito, dois terços das cadeiras do Senado estarão em jogo, totalizando 54 vagas com mandatos de oito anos. Cada estado conta com três senadores, e o eleitor deverá escolher dois nomes nas urnas. Essa dinâmica torna a configuração do voto ainda mais crucial para os partidos.
Prioridade em Estados com Menor Eleitorado
Uma avaliação interna do PT revelou que, em estados com menos eleitores, é necessário um número menor de votos para assegurar uma posição no Senado. Assim, a estratégia do partido se volta prioritariamente para regiões como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte. Esses locais foram escolhidos com base na percepção de que a disputa eleitoral é mais favorável nessas áreas.
Os dados das eleições anteriores reforçam essa análise. No Acre, por exemplo, Alan Rick Miranda, do União Brasil, foi eleito em 2022 com apenas 154.312 votos. Já no Tocantins, Professora Dorinha, também do União Brasil, garantiu sua vaga com 395.408 votos. Por outro lado, em estados com colégios eleitorais mais robustos, a quantidade necessária de votos é significativamente maior. Marcos Pontes, do PL, venceu em São Paulo com extraordinários 9.901.895 votos, e Romário foi eleito no Rio de Janeiro com 2.240.045 votos.
Potenciais Pré-Candidatos em Estados Menores
Conforme apurado pelo portal R7, o PT já está trabalhando em nomes para viabilizar essa estratégia de expansão. No Tocantins, o partido está apostando no ex-deputado Paulo Mourão como pré-candidato. No Acre, Jorge Viana, que já ocupou o cargo de senador entre 2011 e 2019, é cotado para tentar retornar à Casa.
No Amapá, espera-se a tentativa de reeleição de Randolfe Rodrigues. Em Sergipe, Rogério Carvalho é apontado como uma das principais apostas da sigla. Por fim, no Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra deve ser lançada como candidata ao Senado.
Desafios em Estados com Grande Eleitorado
Por outro lado, a abordagem do PT em estados com maior número de eleitores tende a ser distinta, com foco em nomes de maior notoriedade nacional. No Distrito Federal, a deputada Erika Kokay é mencionada como uma possível candidata. Em Santa Catarina, o partido vê em Décio Lima, presidente do Sebrae, uma boa opção para a disputa.
No entanto, a situação é mais complexa quando se fala em São Paulo, onde não há ainda uma definição clara. Entre os nomes considerados estão os ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad, todos figurando como opções para a disputa no maior colégio eleitoral do Brasil. A escolha de candidatos com alta visibilidade pode ser uma estratégia para conquistar um maior número de votos.
