Iniciativa do Governo do Acre Fortalece Diálogo Comunitário
Com a finalidade de estreitar a comunicação, aumentar a transparência e envolver a comunidade na formulação de políticas ambientais, o governo do Acre, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), promoveu uma reunião com líderes comunitários da Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. O encontro ocorreu na manhã do último sábado, dia 31, na Escola Ruy Azevedo, situada na Estrada do Amapá. A atividade contou com a participação de moradores locais, representantes da Sema e técnicos da instituição. Durante a reunião, foram apresentados os eixos do Programa de Resiliência Socioambiental e discutidos os processos de implementação, com ênfase nas ações planejadas e os benefícios esperados para a comunidade.
A criação do programa foi contextualizada, destacando sua origem como resposta a desafios relacionados às mudanças climáticas e impactos ambientais extremos. A iniciativa também visa promover a conservação da biodiversidade e fortalecer a governança socioambiental na região.
Resultados Esperados do Programa de Resiliência Socioambiental
O Programa de Resiliência Socioambiental, desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal (CAL), é executado pela UNESCO e conta com apoio financeiro do governo do Canadá. A proposta visa gerar impactos sociais e ambientais significativos nas Áreas de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco e Lago do Amapá.
Entre as ações previstas estão a conservação ambiental, a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento da governança local. Além disso, o programa buscará promover a segurança hídrica, incentivar a bioeconomia sustentável e garantir igualdade de gênero. Com essas iniciativas, espera-se melhorar a qualidade de vida das populações locais, integrando a proteção dos ecossistemas ao desenvolvimento social e econômico.
As estimativas apontam que mais de 300 pessoas serão capacitadas, sendo 100 focadas no fortalecimento da governança territorial e mais de 200 em atividades relacionadas à bioeconomia. O eixo de Governança visa a consolidação de uma gestão participativa nas APAs, com especial atenção à igualdade de gênero, incluindo a capacitação de 100 pessoas e a criação de um plano de educação ambiental.
Ações em Segurança Hídrica e Bioeconomia Sustentável
No que diz respeito à Restauração Florestal, o programa pretende aumentar a resiliência ambiental e reduzir as vulnerabilidades socioambientais. As metas incluem a proteção de pelo menos 20 nascentes e a recuperação de 30 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Além disso, o eixo de Segurança Hídrica prevê investimentos em infraestrutura adaptada às mudanças climáticas, como a construção de 160 fossas para saneamento básico e a implementação de 15 sistemas de tratamento de água. O eixo de Bioeconomia Justa e Sustentável prioriza a produção extrativista e a agricultura familiar orgânica, com previsão de estruturação de 200 unidades produtivas e capacitação de 200 pessoas na área de bioeconomia.
Depoimentos de Comunidade e Autoridades
“Estamos promovendo um diálogo ativo com a comunidade para apresentar o Programa de Resiliência Socioambiental e detalhar as ações que serão implementadas no próximo ano. Esta iniciativa é crucial para a política ambiental do Acre, permitindo cuidar das pessoas e promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.
Elielton Ferreira, consultor da UNESCO, ressaltou: “O programa é fundamentado em quatro eixos principais voltados para a segurança hídrica, reflorestamento, bioeconomia e governança. Uma governança participativa será vital para ouvir a comunidade e identificar prioridades, otimizando a aplicação dos recursos.”
A aposentada Maria do Socorro Nascimento também compartilhou seu entusiasmo: “Esse programa traz uma grande esperança para nossa comunidade. A chegada desses recursos é fundamental, assim como a credibilidade que nos foi dada. É importante que todos estejam informados e participem ativamente.”
Por fim, a advogada e presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (AMPREA), Alieth Maria Gadelha, expressou gratidão: “Agradeço ao governador e ao secretário pela iniciativa de promover esse programa na APA Lago do Amapá. Desde sua criação, a APA desempenha um papel estratégico na proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade.”
