Iniciativa Visa Transformar a Vida dos Moradores
Macapá (AP) – A partir desta sexta-feira (27), a faixa de fronteira do Amapá, que abrange oito municípios, passa a contar com um diagnóstico que identifica os principais desafios e oportunidades da região. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap), apresentou o Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Amapá (PDIFF-AP).
O investimento do MIDR no PDIFF-AP foi de R$ 1,4 milhão ao longo de dois anos, dos quais aproximadamente R$ 300 mil foram alocados para a criação de dois laboratórios de pesquisa. Um deles ficará em Macapá, na Unifap, e o outro em Oiapoque, cidade que faz fronteira com a Guiana Francesa. Esses laboratórios estarão equipados com computadores, aparelhos de GPS, drones e mobiliário adequado, serviços que visam apoiar pesquisas de graduação e pós-graduação voltadas para a faixa de fronteira amapaense.
O diagnóstico realizado pelo plano abrange os municípios de Amapá, Pracuúba, Serra do Navio, Laranjal do Jari, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Ferreira Gomes e Calçoene. Para sua elaboração, o processo foi dividido em três etapas: levantamento de dados, elaboração do diagnóstico e validação das propostas com os moradores locais. Ao todo, 250 representantes sociais e líderes das oito cidades foram consultados para garantir que as ações, nos campos de saúde, educação, bioeconomia e infraestrutura, atendam às necessidades reais da comunidade.
Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, enfatizou a relevância do projeto para o avanço da região. “Esse plano posiciona o Amapá para participar ativamente da integração sul-americana. Além disso, disponibilizamos dois laboratórios de inovação tecnológica. Estou muito satisfeito em cumprir esta missão. Este é um projeto que deve ser constantemente defendido e atualizado, servindo como base para atender as necessidades desses municípios”, comentou Góes.
Paulo Gustavo Pellegrino, coordenador do PDIFF-AP e professor da Unifap, ressaltou que a conclusão do plano e a entrega dos laboratórios proporcionam ao Amapá um direcionamento claro para as políticas públicas. “Este plano envolveu mais de 20 pesquisadoras que, ao longo de quase dois anos, interagiram com as comunidades de oito cidades da faixa de fronteira. Criamos uma carteira de projetos que será acessível à sociedade amapaense, oferecendo uma direção específica para as políticas públicas com base nas demandas locais”, finalizou.
