Operação Marketplace: Ação Conjunta para Combater Criminosos
A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Polícia Civil do Amapá, deflagrou na manhã desta quarta-feira (28.1) a Operação Marketplace, que resultou na desarticulação de um grupo criminoso atuando em Cuiabá. A ação é parte de uma investigação mais ampla que apura fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e bloqueios de bens dos envolvidos.
As investigações, realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica (DRFE) e pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, começaram após o registro de diversas ocorrências de vítimas que caíram em golpes de falsos intermediários, especialmente relacionados à venda de veículos em plataformas digitais. O modo de operação dos criminosos consistia em clonar anúncios legítimos e oferecer automóveis a preços muito abaixo do mercado, atraindo compradores desavisados.
Duas vítimas foram enganadas em um dos golpes: o criminoso conseguiu atrair um comprador e um vendedor, direcionando ambos a efetuar um pagamento em uma conta bancária que ele indicou. Após a transferência de valores, o golpista bloqueou as vítimas, que logo perceberam que haviam sido enganadas. O levantamento das investigações revelou a participação de pelo menos 23 pessoas no esquema, além de conexões com internos do sistema penitenciário de Mato Grosso.
O grupo criminoso se organizava de maneira estruturada, com divisão clara de tarefas, atuando de forma constante e coordenada para explorar o meio digital e posteriormente ocultar e disfarçar os lucros obtidos com os golpes. A amplitude das ações delituosas foi evidenciada pela identificação de vítimas em vários estados brasileiros, incluindo Roraima, Tocantins, Goiás, Bahia, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina.
A operação é um alerta sobre os riscos do comércio eletrônico e a necessidade de cautela ao realizar transações financeiras pela internet. Especialistas recomendam que os consumidores verifiquem a autenticidade dos anúncios e dos vendedores, evitando assim cair em armadilhas como as investigadas. A resposta das autoridades, que continua a busca por mais envolvidos, reforça o compromisso em desmantelar redes de crimes digitais e proteger os cidadãos de novas fraudes.
