Reflexões e Conexões na Abertura do Evento que Exalta o Cinema Nacional
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes teve seu início na noite de sexta-feira (23), em um vibrante evento realizado no Cine-Tenda, na charmosa cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. Com o tema “Soberania Imaginativa”, a cerimônia de abertura reuniu autoridades, artistas e representantes do setor audiovisual, em um momento que destacou a valorização do cinema brasileiro e a importância das políticas públicas para o fortalecimento da criação artística.
O evento reafirma sua relevância como um espaço essencial para a reflexão, exibição e articulação do cinema nacional. A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, representando o Ministério da Cultura, expressou sua alegria em relação ao momento atual do setor. “Estamos transbordando de felicidade. Começamos o ano com a conquista do Globo de Ouro pelo filme ‘O Agente Secreto’ e com a presença de dez filmes brasileiros em Berlim, além de 137 títulos nesta Mostra. Quando um filme brasileiro é exibido, o Brasil também é apresentado ao mundo”, ressaltou.
Joelma reforçou ainda a importância das políticas públicas na promoção do audiovisual. “Esses resultados não são fruto do acaso; são o resultado de políticas públicas. Nos governos do presidente Lula, o audiovisual ganhou destaque e relevância”, afirmou, enfatizando a necessidade de continuidade nas iniciativas culturais.
A ministra de Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, chamou atenção para a natureza coletiva da arte cinematográfica e sua relação intrínseca com os direitos humanos. Para ela, o reconhecimento internacional do cinema brasileiro é um reflexo da capacidade do povo de converter memórias, alegrias e lutas em narrativas ricas, resultado de uma história de resistência e organização coletiva.
O diretor Júlio Bressane também compartilhou sua visão sobre a criação cinematográfica, ressaltando que o cinema, assim como outras formas de arte, é um empreendimento coletivo. Ele destacou que essa colaboração sintetiza perfeitamente o espírito da Mostra, que se propõe a ser um espaço de troca e aprendizado.
Raquel Hallak, diretora da Universo Produções, complementou a conversa ao afirmar que o cinema deve ser visto como uma expressão não apenas cultural, mas também econômica e simbólica. “O cinema é cultura, é economia criativa, molda a forma como nos percebemos e como somos percebidos. Não existe soberania sem imaginação, e essa soberania imaginativa não se sustenta sem políticas públicas”.
Entre os presentes estavam representantes do Governo de Minas Gerais, das prefeituras de Belo Horizonte e Tiradentes, assim como a deputada federal Jandira Feghali. Personalidades como o escritor Frei Betto e a atriz, roteirista e diretora Karine Telles, homenageada nesta edição, também marcaram presença.
O evento contou ainda com apresentações artísticas e performances ligadas ao tema da Mostra, incluindo a Sociedade Orquestra e Banda Ramalho (S.O.B.R.) e uma performance audiovisual inspirada no conceito de Soberania Imaginativa, que embelezou ainda mais a abertura.
Para encerrar a cerimônia, foi realizada a pré-estreia do filme “O Fantasma da Ópera”, dirigido por Júlio Bressane e Rodrigo Lima, que reforçou o diálogo entre memória, experimentação e criação contemporânea.
Com uma programação rica, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes apresenta um total de 137 filmes, além de debates, seminários e oficinas que promovem reflexões sobre o presente e o futuro do audiovisual brasileiro. Esta edição reafirma a soberania imaginativa como eixo central de uma política cultural comprometida com a diversidade, a democracia e os direitos.
A Secretaria do Audiovisual do MinC terá uma agenda intensa durante a Mostra, com uma série de atividades que se estenderão até o dia 27 de janeiro, incluindo painéis, debates e lançamentos que prometem enriquecer ainda mais a experiência do público e dos profissionais do cinema.
