Legado que Ecoa na Política Brasileira
O ex-ministro Raul Jungmann faleceu no último domingo (18), aos 73 anos. A confirmação da triste notícia veio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), onde ele exercia a presidência desde 2022. Sua trajetória política foi marcada por uma inegável contribuição ao país, sendo aclamado como uma das figuras mais respeitadas da política nacional.
Ao longo de sua carreira, Jungmann ocupou cinco ministérios e se destacou pelo seu diálogo aberto e compromisso com o interesse público. As redes sociais rapidamente se tornaram um espaço para homenagens e lembranças de amigos e colegas que compartilharam momentos ao lado do ex-ministro.
Um dos manifestantes foi o ex-presidente Michel Temer, que destacou: “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, ou um grande parlamentar. Sinto tristeza no plano cívico e saudades no pessoal. Descanse em paz, Raul!”
Reações de Colegas e Amigos
A repercussão da morte de Jungmann foi significativa, com muitos colegas expressando seu pesar. O atual ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também se pronunciou, lamentando a perda. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ressaltou a integridade e o compromisso democrático do ex-ministro, afirmando: “Perco um amigo querido, cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade. Raul Jungmann foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana, sempre defendendo o Estado de Direito e a solução dos conflitos pela razão. O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo”.
O governador do Pará também fez uma homenagem, postando uma foto ao lado de Jungmann. O senador Humberto Costa destacou a firmeza do ex-ministro, enquanto o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, o descreveu como um dos homens públicos mais capacitados e éticos que conheceu. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, expressou seu lamento, ressaltando a importância da trajetória de Jungmann e sua contribuição ao serviço público.
Por sua vez, a ex-deputada Kátia Abreu também fez uma emotiva homenagem, chamando Jungmann de “um amigo querido e amado”, e destacando sua inteligência notável. O ex-senador Roberto Freire, que conviveu com ele desde a juventude, lamentou profundamente sua morte, afirmando que é uma perda muito sentida e enviando pêsames à sua família.
Uma Trajetória Múltipla e Comprometida
Raul Jungmann construiu uma carreira política sólida, ocupando cargos relevantes em diversos governos. No governo de Fernando Henrique Cardoso, foi ministro do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Políticas Fundiárias. Já durante a presidência de Michel Temer, ele foi nomeado ministro da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do Ministério da Segurança Pública, coordenando operações com as Forças Armadas em estados que enfrentavam crises de segurança.
Na juventude, ele militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e foi membro de vários outros partidos, como MDB, PPS e PMDB. Jungmann foi deputado federal por Pernambuco em 2002 e reeleito em 2006, além de ter atuado como vereador do Recife. Durante sua carreira legislativa, destacou-se como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas e líder da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas.
Embora tenha enfrentado investigações por suspeitas de irregularidades em contratos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, os inquéritos foram arquivados pela Justiça Federal. Ele deixa esposa, filhos e um legado indelével de ética e respeito ao debate democrático.
Nota do IBRAM
O Instituto Brasileiro de Mineração, em nota, expressou imenso pesar pela morte de Raul Belens Jungmann Pinto, destacando sua dedicação à vida pública brasileira ao longo de mais de cinco décadas. O IBRAM informou que, em respeito ao desejo de Jungmann, o velório será restrito a familiares e amigos próximos. Ele foi um defensor firme da democracia e deixou uma contribuição significativa ao desenvolvimento sustentável e ao diálogo no Brasil.
A presidenta do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, elogiou Jungmann como um homem público de estatura singular e ressaltou seu compromisso com o Brasil e com os interesses da sociedade. Sua liderança fortaleceu o IBRAM e promoveu transformações importantes no setor mineral, pautadas pela sustentabilidade e a responsabilidade social.
