Mesa Quilombola em Macapá: Um espaço de diálogo e reivindicações
No último dia 19 de março, a quinta-feira foi marcada por um importante encontro promovido pelo Incra no Amapá, na comunidade Abacate da Pedreira, localizada na zona rural de Macapá. A reunião, que coincidia com as festividades em homenagem ao padroeiro local, São José, reuniu diversas vozes de comunidades quilombolas, instituições estaduais e organizações civis, incluindo a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
A principal proposta do evento foi discutir e sistematizar as demandas das famílias remanescentes de quilombos, um tema de grande relevância para a implementação de políticas públicas que atendam a essas comunidades. Durante o encontro, os representantes do Incra participaram ativamente da mesa de debates, que foi seguida de um almoço típico, regado a açaí, uma iguaria local que reforçou a identidade cultural do evento.
Após a confraternização, os participantes se organizaram em grupos temáticos, com o intuito de elaborar e priorizar propostas que atendam às necessidades apresentadas. Ao final das deliberações, as dez proposições mais votadas foram formalmente encaminhadas tanto ao Incra/AP quanto à Mesa Nacional, que se reunirá em Brasília no próximo dia 23 de março, garantindo que as reivindicações das comunidades quilombolas sejam apresentadas de forma estruturada e representativa.
“A Mesa Quilombola é um espaço essencial para ouvir as comunidades, reconhecer suas culturas e garantir que seus direitos e necessidades sejam efetivamente levados em consideração nas políticas públicas”, afirmou Leone Rocha, antropólogo do Incra/AP e um dos participantes do evento.
Compromisso com a regularização fundiária das comunidades quilombolas
Atualmente, o Incra/AP está acompanhando um total de 34 processos quilombolas em diferentes estágios de regularização. Dentre esses, quatro comunidades já possuem título de propriedade e duas encontram-se com portaria de reconhecimento. Isso demonstra o compromisso da instituição em valorizar e garantir a regularização fundiária dos territórios tradicionais, um aspecto crucial para a preservação das culturas e modos de vida quilombolas.
As demandas discutidas na Mesa Estadual Quilombola são parte de um esforço contínuo para que as comunidades tenham voz ativa nas decisões políticas que afetam suas vidas. O fortalecimento da articulação entre as comunidades e as instituições governamentais é vital para assegurar a efetivação dos direitos territoriais e culturais dos quilombolas.
O evento foi uma oportunidade não apenas de discussão, mas também de celebração da cultura quilombola, uma identidade rica e diversa que merece ser reconhecida e valorizada. A realização de mesas como essa é um passo importante em direção a um diálogo mais amplo e inclusivo, no qual as demandas das comunidades possam ser efetivamente atendidas.
Para aqueles que desejam acompanhar as novidades e comunicados do Incra, a instituição oferece canais de comunicação diretos, como o WhatsApp, garantindo que a informação chegue de maneira rápida e eficiente a todos os interessados.
