Mangueira Apresenta o Amapá em Grande Estilo
A Marquês de Sapucaí, famosa por seus desfiles vibrantes, recebeu na última quinta-feira (30) a energia contagiante do Amapá durante o ensaio técnico da Estação Primeira de Mangueira. O evento, parte dos preparativos para o aguardado desfile do Carnaval 2026, foi marcado pela presença de quinze marabaixeiros amapaenses, que se uniram à bateria da Verde e Rosa. Juntos, eles trouxeram o som autêntico das caixas de marabaixo, fazendo o chão do Sambódromo vibrar e revelando a riqueza do gingado presente na dança típica do Amapá.
Mesmo sendo um ensaio, uma multidão de amantes do samba e da cultura popular compareceu, demonstrando seu amor pela música e pelas tradições da Amazônia. A Estação Primeira do Amapá, apoiada pelo Governo do Amapá, se prepara para brilhar na avenida no domingo de Carnaval, no dia 15 de fevereiro.
Caixa de Marabaixo: Um Tesouro Cultural
O desfile da Mangueira será uma oportunidade única de intercâmbio cultural, apresentando ao público elementos que tornam o Amapá um estado especial no cenário brasileiro. Uma das principais atrações será a caixa de marabaixo, um instrumento tradicional fundamental para a manifestação cultural que representa a identidade afrodescendente e a luta do povo amapaense. Esse instrumento de percussão, feito artesanalmente, geralmente utiliza madeira e materiais recicláveis, possuindo uma estrutura de membrana dupla que, ao ser percutida, emite um som característico.
A caixa de marabaixo não é apenas um instrumento musical; é um símbolo da resistência cultural e da identidade negra no Amapá. Em 2018, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a caixa como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Durante o desfile, os sons ancestrais das caixas de marabaixo ecoarão pela Sapucaí, reafirmando a potência da cultura afro-amazônica.
Mestre Sacaca e a Celebração da Ancestralidade
O samba-enredo da Mangueira vai além da música; ele narra um encontro simbólico entre a cultura tucuju e a tradição do samba carioca, projetando a força da ancestralidade amazônica para o Brasil e o mundo. A figura central neste enredo é o Mestre Sacaca, um curandeiro que defende os povos da floresta, simbolizando a conexão entre a medicina tradicional e a herança espiritual dos negros. A história destaca a rica diversidade afro-indígena do Norte do Brasil, celebrando a força das comunidades tradicionais e a importância do conhecimento ancestral na preservação de sua identidade cultural.
Essas iniciativas reforçam o compromisso do Governo do Amapá em valorizar sua cultura, promover a preservação e garantir a projeção nacional e internacional da cultura afro-amazônica. Através da valorização das manifestações populares, o governo busca fomentar a economia criativa e gerar oportunidades de emprego, ao mesmo tempo em que fortalece a identidade cultural do estado.
O som vibrante das caixas de marabaixo, que ressoará na Sapucaí, é um convite a todos para mergulharem na riqueza cultural do Amapá. É um momento de celebração que promete emocionar não apenas os presentes, mas também aqueles que acompanham o maior espetáculo popular do planeta.
