Judô Paraense em Alta: Rafael Ribeiro e o Retorno Triunfante
O judô paraense demonstrou sua força e determinação durante o Campeonato Brasileiro Regional de Judô – Região 1, realizado entre 27 e 29 de março, em São Luís. Apesar da ausência oficial do estado na competição devido a questões políticas envolvendo a Federação Paraense de Judô, os atletas locais brilharam ao competir por outras federações, garantindo medalhas e conquistando resultados expressivos, com destaque para Rafael Ribeiro, que levou para casa a medalha de ouro na classe sênior.
As disputas aconteceram no Ginásio Georgiana Pflueger e reuniram judocas de estados como Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí e Roraima. Embora o Pará não tenha figurado entre os inscritos neste ano, a participação dos atletas por meio de outras federações demonstrou a resiliência e o potencial do judô paraense.
Ouro na Classe Sênior e Retorno Promissor
Rafael Ribeiro, atleta da Associação de Judô Rio Caeté (PA) e atualmente representando a Academia Judô Góes (MA), foi o grande destaque da delegação. Ele conquistou a medalha de ouro na categoria Sênior -100kg, após vencer dois combates desafiadores contra adversários do Piauí e do Amazonas.
Essa conquista marca um retorno significativo para Rafael ao circuito nacional sênior em 2026, depois de um período de dois anos focado principalmente nas competições de veteranos e sua carreira profissional. Em 2023, o judoca teve uma temporada histórica, conquistando os principais títulos da categoria veterana, incluindo o Campeonato Brasileiro, o Sul-Americano, o Pan-Americano e o Mundial. Ao mesmo tempo, sua atuação no sênior foi notável, conquistando o Brasileiro Regional e alcançando a quinta colocação em competições de prestígio, como o Campeonato Brasileiro Sênior e a seletiva olímpica.
Agora, após dois anos dedicados às competições de veteranos em 2024 e 2025, Rafael retorna ao cenário nacional com novos objetivos e motivação, buscando reconquistar seu espaço entre os melhores da categoria. Desde 2023, ele compete representando o Maranhão, e em 2026, integrou a equipe da Academia Judô Góes, que lhe oferece suporte técnico e estrutura adequados.
Além de sua carreira competitiva, o judoca tem se dedicado à formação de novos talentos em seu próprio espaço, o Dojō Rafael Ribeiro, e desenvolve projetos voltados para o esporte escolar, ampliando assim sua atuação no judô.
Medalhas Paraenses Mesmo sem Apoio da Federação
Mesmo com as dificuldades institucionais enfrentadas, outros atletas paraenses também brilharam e garantiram medalhas representando diferentes estados. Eduarda Santos, da Associação de Judô Rio Caeté/PA, competindo pelo Amapá, conquistou a medalha de bronze na classe Sub-15 -48kg, após vencer duas lutas e sofrer uma derrota. Laura Carvalho, também da Associação Luz Judô/PA e representando o Amapá, garantiu bronze na Sub-15 -57kg, vencendo três das quatro lutas que disputou. Carlos Dantas, da Associação Luz Judô/PA, igualmente competindo pelo Amapá, ficou com o bronze na Sub-13 -40kg, após triunfar em três de seus quatro combates. Rickson Moraes, da Associação Pinheiros/PA, representando o Piauí, também conquistou bronze na classe Cadete -55kg.
Esses resultados atestam o potencial técnico e a competitividade dos judocas paraenses, que, mesmo sem o suporte da estrutura federativa ativa, continuam a se destacar no cenário nacional.
Importância do Campeonato Brasileiro Regional
O Campeonato Brasileiro Regional representa a primeira etapa do circuito nacional e desempenha um papel fundamental na temporada. Ele não só garante vagas para a fase final do Campeonato Brasileiro, que pertencem às federações e não diretamente aos atletas, como também marca o início do ranking nacional de cada classe. Esse ranking é vital ao longo do ano, podendo credenciar atletas para seletivas da seleção brasileira e outras competições de alto nível.
Diante da ausência do Pará na competição, é provável que mais atletas busquem transferências para outras federações nas próximas semanas, visando manter a continuidade de suas carreiras no circuito nacional, enquanto a situação da federação estadual permanece indefinida. Os resultados obtidos em São Luís, no entanto, demonstram que, apesar das barreiras institucionais, o judô paraense continua vivo, competitivo e tem a capacidade de conquistar medalhas em competições nacionais.
