Novas Investigações sobre Fraudes no Banco Master
As investigações referentes a supostas fraudes financeiras no Banco Master estão se expandindo em diversos estados do Brasil. A Polícia Federal (PF) instaurou sete inquéritos em locais estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá. Simultaneamente, o Ministério Público Federal (MPF) dá continuidade às apurações em pelo menos seis estados, após a identificação de indícios de investimentos irregulares realizados por fundos de previdência estaduais e municipais.
A mais recente operação, nomeada Zona Cinzenta, foi desencadeada após a Amapá Previdência realizar um investimento de aproximadamente R$ 400 milhões em títulos emitidos pelo banco. No Rio de Janeiro, a Operação Barco de Papel investiga um aporte significativo, quase R$ 1 bilhão, efetuado pela Rioprevidência.
Desdobramentos no Supremo Tribunal Federal
Os melhores desdobramentos dessa situação estão sendo analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga denúncias relacionadas à emissão de títulos sem lastro e possíveis repasses ao Banco de Brasília (BRB). Há também investigações sobre a cessão de direitos creditórios por empresas de capital social reduzido para fundos associados ao banco. O ministro Dias Toffoli poderá decidir se parte dos processos volta a instâncias inferiores, limitando as apurações a casos que envolvam figuras com foro privilegiado.
Além disso, um inquérito tem foco na alegada contratação de influenciadores digitais com o propósito de deslegitimar autoridades públicas durante o processo de liquidação do Banco Master. Esse caso também está aguardando uma deliberação do ministro, à espera de um parecer do MPF.
Novas Ramificações nas Investigações
Recentemente, dois novos inquéritos foram abertos. Um deles está investigando suspeitas de gestão fraudulenta no BRB, enquanto o outro, conduzido pela PF em São Paulo, busca elucidar possíveis crimes relacionados ao Grupo Fictor, incluindo apropriação indébita, emissão de títulos sem respaldo e operações financeiras irregulares. Essa ampliação das investigações revela a complexidade do caso e a abrangência das possíveis irregularidades.
O MPF se volta agora para examinar os aportes dos regimes próprios de previdência social em estados como Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao todo, 18 entidades, sendo 15 municipais e três estaduais, direcionaram recursos ao Banco Master, aumentando o escopo das investigações.
Possíveis Consequências e Declarações
O caso pode, ainda, avançar para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) após o depoimento do proprietário do banco, Daniel Vorcaro, que citou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao discutir contatos para a venda do banco ao BRB. O governador, por sua vez, negou as alegações. Esses elementos ressaltam a gravidade e a abrangência desta investigação, que envolve tanto o setor financeiro quanto figuras de destaque na política.
