Origem e primeiros passos no futebol
Igor Paixão, atacante de 26 anos do Olympique de Marseille, conquistou a atenção de clubes ao redor do mundo graças às suas atuações no futebol europeu. Mas os dribles que o destacaram foram desenvolvidos muito antes do brilho dos estádios franceses. Em entrevista à Band.com.br, ele relembra a infância em Macapá, capital do Amapá, e os ensinamentos do pai, que o fazia “pedalar” com limão e laranja para aprimorar a habilidade.
“Eu vi muito o Robinho, Ronaldinho e Neymar, vejo os vídeos dele, às vezes, quando vou para o jogo. O tanto que ele joga alegre, divertido dentro de campo. Tento passar isso também, de jogar com leveza dentro de campo. Tudo isso sai naturalmente. Aprendi a pedalar desde pequeno, meu pai sempre me colocava num espaço e pegava limão e laranja pra eu ficar pedalando. Toda vez, fazia 50 vezes por dia, todo dia”, contou.
Raízes na comunidade quilombola e orgulho local
Filho de uma família com tradição no futebol, Igor cresceu cercado por histórias de pai, mãe, tio e avô que também jogaram, seja profissionalmente ou amador. Sua ligação com a comunidade quilombola de Curiaú representa um orgulho que ele carrega com responsabilidade.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
“Minha infância foi muito boa, jogava com meus primos na rua. Também fazer parte da comunidade quilombola, uma comunidade de negros da parte da família do meu pai, do meu avô, que faleceu, é um orgulho imenso pra mim estar representando, não só minha cidade, mas a comunidade também, que tem vários jogadores lá que não têm condições na comunidade, até mesmo no Amapá.”, destacou Igor.
Superação e portas abertas para o futebol amapaense
O atacante acredita que sua trajetória pode abrir caminhos para outros talentos do Amapá. “Acho que representando o Amapá abro as portas também para os olheiros irem lá ver jogadores”, afirma. Antes de chegar ao cenário europeu, Igor precisou enfrentar negativas durante peneiras pelo Brasil, mas o apoio da família foi fundamental para seguir em frente.
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Fonte: cidaderecife.com.br
“O meu pai acessava os sites, antigamente era peneira. Fiz primeiro no Santos, se não me engano, Corinthians, Flamengo e o Coritiba, que abriu as portas para mim. No Santos, recebemos não, mas em três clubes a gente não recebeu não. Mas isso daí não me parou, não parou meu pai. Ele incentivava ainda mais. Claro que a gente não quer escutar não, mas minha família sempre me apoiava sempre e me apoiam até hoje para pensar positivo positivo”, concluiu o jogador.
