Estratégia Inspirada em 2018
Em um movimento que chama atenção no cenário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como pré-candidato à Presidência da República, busca replicar táticas de campanha utilizadas por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018. O foco do parlamentar é ganhar força eleitoral e, mais importante, conquistar o apoio de políticos influentes do Centrão.
Recentemente, Flávio tem se reunido com empresários e representantes do setor financeiro, onde revelou sua intenção de anunciar durante a campanha os nomes que pretende indicar para importantes ministérios, assumindo uma abordagem semelhante à de seu pai. Em particular, o senador tem em mente nomes que se alinhem à gestão de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, para ocupar a Pasta da Fazenda.
Uma Tática Comprovada
A estratégia de antecipar as indicações ministeriais já foi utilizada com sucesso por Jair Bolsonaro durante sua campanha presidencial. Naquele momento, o ex-presidente anunciou que Paulo Guedes seria o escolhido para liderar a Economia, um gesto que ajudou a atrair a confiança do mercado financeiro, que, à época, mantinha certa cautela em relação ao candidato.
A pré-indicação de Guedes serviu como um sinal positivo para investidores e, após a vitória de Bolsonaro, o economista realmente assumiu o ministério, validando a abordagem. Agora, Flávio tenta repetir esse movimento, que, embora tenha funcionado no passado, gera questionamentos sobre sua eficácia em 2026.
Desafios no Cenário Atual
Flávio também mencionou a possibilidade de indicar seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para o Ministério das Relações Exteriores, caso vença as eleições. Essa declaração foi recebida com ceticismo na esfera política, sendo considerada precipitada em um momento onde alianças e apoios são cruciais.
Embora a estratégia tenha dado frutos para seu pai em 2018, os tempos mudaram e o cenário político está mais complexo. A proposta de Flávio é vista como arriscada, especialmente considerando que alguns dos nomes que ele defende não são bem aceitos pelos líderes do Centrão e pelos representantes do mercado financeiro.
Ainda enfrentando resistências, Flávio necessita da aprovação do Centrão, que, nos bastidores, busca apoiar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em vez de se aliar ao filho de Jair Bolsonaro. A relação entre Flávio e o Centrão permanece tensa, e a construção de alianças será essencial para sua trajetória rumo à Presidência.
