Uma Viagem pela Arte Amazônica
Até o dia 29 de março de 2026, a cidade de Belém se destaca como um importante centro cultural com a Exposição dos Povos da Floresta: Ocupação Artística Contemporânea Mairi. O evento está acontecendo no Museu da Imagem e do Som do Pará (MIS – Palacete Faciola) e promete ser uma vitrine da rica produção artística indígena, ribeirinha e quilombola, solidificando a posição da capital paraense como um espaço estratégico no circuito cultural brasileiro.
A exposição faz parte da programação do Festival dos Povos da Floresta, que busca estabelecer um diálogo profundo entre diferentes formas de arte, cultura e saberes ancestrais da Amazônia. Com a participação de artistas provenientes de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, a mostra apresenta uma leitura contemporânea das expressões culturais da região, oferecendo entrada gratuita e acesso aberto ao público.
Curadoria e Narrativas Culturalmente Ricas
A curadoria, liderada por Isabela Bastos e Lucas Baim, juntamente com a Ocupação Artística Contemporânea do Pará, sob a responsabilidade de Nice Tupinambá, traz à luz narrativas que entrelaçam memória, tradição e reinventação. As obras expostas em Belém são uma seleção das mostras já realizadas em capitais da Amazônia Legal, ampliando assim a circulação das obras e consolidando o projeto como uma plataforma nacional para a arte dos povos da floresta.
O festival, idealizado pelo Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, é apresentado pela Petrobras e tem o apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Com uma abordagem itinerante e multilinguagens, o projeto considera a arte como uma ferramenta vital de resistência cultural, promovendo a sustentabilidade e a valorização dos saberes tradicionais. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis e destinadas ao público em geral.
Um Panorama da Circulação Cultural e Social
Desde seu início, o festival já passou por cidades como Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP). Durante esse trajeto, foram reunidas mais de 260 obras de artistas amazônicos, com a participação de mais de 60 criadores e grupos culturais. O público total acumulado até agora ultrapassa 28 mil visitantes, enquanto as ações performáticas somaram 16 intervenções artísticas, alcançando cerca de 15 mil espectadores. Esses números colocam o festival como uma das iniciativas mais significativas para a difusão da produção cultural amazônica em âmbito nacional.
Valorização e Intercâmbio Cultural
Além de destacar a produção artística, o projeto também se empenha em criar um espaço contínuo para a valorização das culturas dos povos da floresta, promovendo o intercâmbio entre artistas de estados distintos da Amazônia e expandindo sua presença no cenário cultural brasileiro. Essa iniciativa busca ainda fomentar inclusão e gerar oportunidades para artistas, produtores culturais, técnicos e comunidades tradicionais, ao mesmo tempo em que incentiva ações educativas e trocas de saberes.
O festival, ao percorrer capitais da Amazônia Legal e interagir com diferentes públicos pelo país, fortalece a economia criativa local, promove parcerias institucionais e estimula a contratação de serviços e fornecedores da região. Isso resulta na ampliação da visibilidade da produção cultural amazônica a nível nacional, gerando circulação econômica e consolidando redes de colaboração duradouras.
Serviço
**Período de visitação:** de 11 de fevereiro a 29 de março de 2026
**Horário:** das 9h às 17h
**Dias:** de terça a domingo
**Local:** MIS – Museu da Imagem e do Som do Pará (Palacete Faciola) – Belém (PA)
**Entrada:** gratuita
