Avanços nos Embarques de Soja e Proteínas Animais
As exportações do agronegócio brasileiro tiveram um desempenho robusto em janeiro, com resultados expressivos em segmentos específicos. Segundo análise do Itaú BBA, o complexo soja liderou os embarques, alcançando 1,9 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 75% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No que diz respeito ao preço médio de exportação, houve um crescimento de 9,2%, elevando o valor para US$ 442,8 por tonelada.
Além disso, o farelo de soja também se destacou, com vendas externas totalizando 1,9 milhão de toneladas, um aumento de 13% na mesma base de comparação. Os preços, nesse caso, permaneceram estáveis, fixando-se em US$ 356 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, viu embarques de 146 mil toneladas, apresentando uma elevação de 66% e uma valorização de 7% no preço médio, que chegou a US$ 1.101,4 por tonelada. No total, a receita do complexo soja atingiu US$ 1,66 bilhão no período.
Crescimento nas Exportações de Proteínas Animais
Outro destaque do mês foram as proteínas animais, em especial a carne bovina in natura, que registrou um desempenho expressivo. Os embarques somaram 231,8 mil toneladas, um aumento de 29% na comparação anual, enquanto o preço médio manteve-se elevado, alcançando US$ 5.573,2 por tonelada, uma alta de 11% em relação ao ano anterior e estabilidade em comparação a dezembro de 2025.
A carne de frango in natura também apresentou crescimento, embora em uma taxa mais modesta. Foram exportadas 396 mil toneladas, resultando em um aumento de 3,7% em comparação ao ano passado, com o preço médio se mantendo estável, em US$ 1.918,3 por tonelada. Por outro lado, a carne suína in natura teve um desempenho positivo, com embarques alcançando 100 mil toneladas, uma expansão de 14% sobre o ano anterior. O preço médio foi de US$ 2.515,8 por tonelada, apresentando um recuo de 0,8% frente ao mês anterior, mas um aumento de 2,6% em relação a janeiro de 2025.
Queda nas Exportações do Setor Sucroenergético
As exportações de açúcar VHP totalizaram 1,6 milhão de toneladas, representando uma queda de 2%, com o preço médio estabelecido em US$ 357,8 por tonelada, evidenciando uma desvalorização de 25% em relação ao ano anterior. O açúcar refinado não ficou atrás, com volumes exportados de 323 mil toneladas, também com um recuo de 2,4%, enquanto o preço médio despencou em 30%, estabelecendo-se em US$ 373,1 por tonelada.
Esses dados revelam um panorama misto para o agronegócio brasileiro no início de 2024, onde segmentos como o da soja e das proteínas animais mostram vitalidade, enquanto outros, como o sucroenergético, enfrentam dificuldades significativas. O cenário global e as condições de mercado, certamente, influenciarão o desempenho futuro do setor.
