Novos Caminhos para a Embrapa Amapá
A partir de 1º de janeiro de 2026, a Embrapa Amapá inicia um novo capítulo com a nomeação de Cristiane Ramos de Jesus como a nova chefe-geral. Sua escolha foi oficializada após uma seleção interna conduzida pela diretoria da empresa, e o mandato terá duração de dois anos, podendo ser renovado mediante avaliação. Essa mudança promete trazer avanços significativos para a pesquisa agropecuária no estado.
Além de Cristiane, outros novos nomes foram designados para posições estratégicas. Valeria Saldanha Bezerra assume a chefia de Pesquisa e Desenvolvimento, enquanto o zootecnista Daniel Montagner ficará responsável pela Transferência de Tecnologia. O bacharel em Direito Adalberto Azevedo Barbosa continuará na chefia adjunta de Administração.
Em sua primeira declaração como chefe-geral, Cristiane expressou sua alegria e honra em assumir a posição. “É um privilégio e um desafio. Trabalharei em conjunto com nossas equipes e parceiros, buscando fortalecer cadeias produtivas que promovam inovação e soluções sustentáveis para os ecossistemas do Amapá e do Estuário Amazônico”, afirmou. Ela também demonstrou otimismo em unir esforços para cuidar da Amazônia e valorizar a ciência como motor de transformação.
A nova gestora sucede Jô de Farias Lima, que ocupou a função interinamente desde julho de 2025. Anteriormente, Antonio Claudio Almeida de Carvalho esteve à frente da Embrapa Amapá entre 2021 e 2025. Cristiane fez questão de reconhecer o trabalho dos gestores que a antecederam, ressaltando a importância de cada contribuição na construção da história da unidade de pesquisa.
Prioridades e Foco de Atuação
Os novos gestores da Embrapa Amapá têm como meta consolidar o centro como referência em pesquisa fitossanitaria no combate à mosca-da-carambola e à vassoura-de-bruxa da mandioca. Além disso, eles visam dinamizar as cadeias de produtos da sociobiodiversidade e investir em tecnologias para a agricultura sustentável, contribuindo para a saúde e a geração de renda da população local.
A Embrapa Amapá desempenha um papel crucial na adaptação de tecnologias aos diversos ecossistemas do estado, que abrangem desde cerrados e florestas de terra firme até manguezais. No plano de acionamento da nova equipe, estão previstas inovações para o cultivo de açaí, castanha-da-amazônia, óleos vegetais regionais, além de grãos e frutas, como feijão-caupi e milho.
Inovação na Transferência de Tecnologia
Um dos focos da nova administração é melhorar a integração entre resultados de pesquisa e demandas do setor produtivo. Para isso, serão implementadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) e programas de capacitação para extensionistas e produtores. Essa abordagem visa garantir que as inovações sejam efetivamente aplicadas na prática, beneficiando as diferentes cadeias produtivas.
Além disso, a nova gestão pretende intensificar a avaliação dos impactos das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, por meio de estudos socioeconômicos e maior participação em feiras e eventos técnicos. Essa estratégia não só reforça a presença da Embrapa Amapá no cenário regional, mas também solidifica seu compromisso com a missão de promover a inovação.
Uma Nova Era de Representatividade
Um marco importante nesta transição é que Cristiane é a primeira mulher a assumir a chefia da Embrapa Amapá em 43 anos de história da instituição. Natural de Porto Alegre, ela possui um extenso currículo acadêmico, com formação em Ciências Biológicas e doutorado em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua trajetória na Embrapa começou em 2005, e desde então, Cristiane se destacou em pesquisas relacionadas à mosca-da-carambola.
Após encerrar seu período como bolsista, ela se adaptou ao Amapá e posteriormente ingressou no corpo docente da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). Em 2010, retornou à Embrapa Amapá como pesquisadora concursada, e, antes de sua nomeação como chefe-geral, ocupou a posição de chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento.
