Suspensão das Sessões e Ato de Protesto
O senador Eduardo Girão, do partido Novo, representante do Ceará, fez uma declaração forte ao anunciar que irá doar seu salário referente ao mês de fevereiro. Essa atitude é um protesto direcionado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, segundo Girão, estaria evitando a realização de novas sessões desde o retorno do recesso, no início do mês.
Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, Girão expressou sua preocupação sobre a falta de debates em torno do polêmico caso Master, que também afeta a gestão do Amapá Previdência (Amprev). Esta situação, que tem gerado diversas discussões, envolve diretamente a atuação de Alcolumbre, visto que o Amapá é seu reduto eleitoral.
O senador não hesitou ao criticar a atual situação do Senado, afirmando: “É o melhor emprego do mundo, é trabalhar aqui. Neste mês, nós tivemos uma sessão remota. Tudo cancelado, é justo isso? Não é justo, não é correto.” A declaração reflete um descontentamento com a falta de atividades legislativas.
Adicionalmente, Girão pediu ajuda aos internautas para indicar associações no Ceará que poderiam se beneficiar dos R$ 35 mil, correspondente ao seu salário de senador, que ele considera não ter trabalhado. “Aqui, o Senado Federal, que tem o presidente, alguém que comanda o Congresso, fechou o Senado. O plenário está fechado, nem para discurso. Nem para ir para tribuna e fazer denúncia do caso Master. Aliás, é por isso que cancelaram as sessões. Não tem outra”, afirmou Girão.
Até o momento, o Senado apenas realizou uma sessão remota na primeira semana de trabalhos e, segundo informações, não há previsão de novas reuniões. Essa situação contrasta com a Câmara dos Deputados, que tem se reunido com maior frequência.
A assessoria de Davi Alcolumbre foi contatada para comentar sobre as acusações, mas até agora não houve retorno.
