Continuação da Restrição ao Público nos Jogos
A ausência de torcedores nos jogos da Copa do Brasil no Amapá se repete em 2024. Este ano, três clubes representantes do estado estão na disputa, mas apenas o Trem já teve um jogo agendado para a competição — e, mais uma vez, sem a presença de público nas arquibancadas.
O Estádio Augusto Antunes, que é o único da região metropolitana em condições adequadas para sediar partidas, não conseguiu atender à exigência mínima de público estipulada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a segunda fase do torneio. Para receber jogos, é necessário ter pelo menos 4 mil assentos, enquanto o local, atualmente, conta com apenas 2.318 lugares disponíveis, sem a possibilidade de colocar arquibancadas provisórias.
Reinaugurado em maio do ano anterior, o estádio recebeu investimentos significativos, totalizando R$ 2,5 milhões, e contou com a presença do ex-capitão da seleção brasileira, Cafu. Mesmo com todos os laudos técnicos atualizados que atestam a aptidão do estádio para competições estaduais, a regulamentação da Copa do Brasil comprometeu a utilização do espaço. Desde 2016, apenas em cinco oportunidades houve público sem restrições para jogos nacionais no Amapá.
Histórico de Jogos e Presença de Público
No ano passado, o Trem enfrentou o Brusque-SC e contou com a presença de cerca de 200 torcedores, que conseguiram assistir ao confronto devido à compra antecipada de ingressos. Essa exigência de controle de público se tornou um tema de descontentamento entre os torcedores e dirigentes locais. Um especialista, que preferiu não se identificar, comentou sobre a situação: “É uma decisão de tristeza e decepção, de falta de vontade de resolverem algo simples. Falta amor aos clubes do estado do Amapá”.
O histórico recente dos jogos da Copa do Brasil no Amapá mostra que a presença de público tem sido uma raridade. Em 2017, o Santos-AP enfrentou o Vasco em Natal, onde o público foi liberado devido à venda de mando para a Arena das Dunas. Já em 2018, no Zerão, a equipe teve torcedores presentes para a partida contra o Sport. O mesmo ocorreu em 2019, quando o Santos-AP empatou com o Figueirense e, em 2020, o público pôde acompanhar o empate com o América-MG.
Em contrapartida, durante o período de 2021, os jogos foram impactados pelas restrições da pandemia, e o Ypiranga enfrentou o Santa Cruz em Goiânia sem a presença de público. Nos anos subsequentes, alguns jogos conseguiram liberar o público, mas a situação mais recente, com o Trem, voltou a ser marcada pela restrição severa.
Desafios para o Futebol Local
O cenário atual levanta discussões sobre o futuro do futebol no estado. As limitações na capacidade de público estão diretamente ligadas ao apoio que os times locais recebem, o que pode afetar o desempenho e a motivação dos atletas. Para muitos, a presença da torcida é um elemento crucial que eleva o espírito competitivo e a emoção dos jogos.
Embora o Estádio Augusto Antunes seja considerado apto para várias competições, a falta de uma solução que permita a participação dos torcedores é um desafio contínuo. O apelo dos clubes e das federações locais se torna cada vez mais urgente, na esperança de que mudanças possam ocorrer para revitalizar o futebol no Amapá e devolver a vida às arquibancadas.
Em resumo, enquanto a Copa do Brasil segue seu curso com um formato alterado no Amapá, a luta pela presença dos torcedores permanece um tema central. Resta saber como os gestores do futebol local vão se mobilizar para driblar essas dificuldades e trazer os torcedores de volta aos estádios.
