Entidades Religiosas se Manifestam
No dia 24 de fevereiro, o Conselho Estadual de Pastores do Amapá, em parceria com mais de 70 instituições da sociedade civil, divulgou uma Carta Aberta à Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministra Cármen Lúcia, e aos demais ministros da Corte. O documento expressa a preocupação com declarações que parecem sugerir a exclusão de grupos religiosos do pleno exercício do direito ao voto no Brasil.
O movimento, que conta com a participação de frentes parlamentares evangélicas da Câmara dos Deputados e do Senado, além de representações de igrejas como o Ministério Verbo da Vida e a Comunidade das Nações, busca assegurar que todos os cidadãos evangélicos tenham seus direitos políticos respeitados.
De acordo com os organizadores, a questão é de natureza constitucional e não meramente ideológica. Sugerir que indivíduos sejam afastados da participação política por causa de sua fé contraria o princípio da igualdade política, fundamental para a manutenção do Estado Democrático de Direito.
Liberdade de Expressão e Cidadania
A liberdade de expressão é um pilar da democracia, mas deve ser exercida sem a intenção de suprimir direitos fundamentais com base na identidade religiosa. Quando se afirma que um grupo não deve votar devido à sua crença, essa afirmação ultrapassa o debate legítimo e ataca a própria essência da cidadania.
Os organizadores reiteram que o direito ao voto é universal e constitucionalmente garantido. A liberdade religiosa protege não apenas as convicções pessoais, mas também o pleno exercício da participação na esfera pública, livre de condicionantes confessionais.
A democracia brasileira, portanto, fundamenta-se na igualdade de todos os seus cidadãos, e é inaceitável que exista hierarquização política com base na fé. A aceitação de ideias que promovam exclusões, ainda que sob a forma de críticas provocativas, enfraquece o pacto democrático e exige atenção das instituições responsáveis pela manutenção da ordem constitucional.
Comemorações e Reconhecimento
Em outra nota, o casal Ézer e Inês celebrou suas “Bodas de Níquel”, comemorando 54 anos de união. A cerimônia, marcada pelo amor e devoção, reuniu amigos e familiares em um evento que destacou a trajetória do casal à frente da Assembleia de Deus – Igreja do Avivamento, uma das mais influentes do Amapá.
Após a autojubilação, o Pastor Ézer e sua esposa, Maria Inês, residem atualmente em Curitiba, onde continuam a ser referência de fé e integridade em toda a sociedade. Em suas palavras, a Pastora Inês expressou gratidão por todos os desafios e conquistas que enfrentaram juntos, além da alegria de ver sua família crescer.
O presidente do Conselho Estadual de Pastores, Besaliel Rodrigues, também se manifestou, destacando a influência do casal como um legado significativo para o protestantismo no estado. Para ele, Ézer e Inês são exemplos de amor e compromisso tanto na vida pessoal quanto espiritual.
Petróleo no Amapá: Diálogo e Experiência
A última quinta-feira, 26 de fevereiro, foi marcada por um intercâmbio sobre o setor petrolífero no Salão Histórico da OAB/AP. O encontro, que contou com a presença do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, teve como objetivo discutir a lei de incentivo fiscal da cidade, uma ferramenta importante para atrair investimentos ao setor.
O evento foi promovido pela Prefeitura de Macapá, sob a liderança do prefeito Antônio Furlan, e incluiu a participação do professor Besaliel Rodrigues, que trouxe insights valiosos sobre as dinâmicas do direito do petróleo. Os diálogos estabelecidos durante a atividade visam fortalecer a conexão entre as cidades e discutir estratégias para o desenvolvimento econômico do Amapá.
