Os Destaques dos Enredos de Carnaval 2026
O Carnaval 2026 promete ser repleto de emoções e homenagens, trazendo figuras icônicas da cultura brasileira para o centro dos desfiles na Sapucaí. Heitor dos Prazeres, Rita Lee, o presidente Lula, Ney Matogrosso e Rosa Magalhães são apenas algumas das inspirações que estarão em destaque. Neste ano, as escolas de samba do grupo Especial do Rio de Janeiro buscarão conquistar o coração do público e a tão desejada nota 10 dos jurados com enredos que celebram histórias marcantes. Em um programa semanal da coluna GENTE, disponível no canal da VEJA no YouTube e em diversas plataformas de streaming, doze carnavalescos das principais agremiações revelaram suas escolhas e o que aguardam para o próximo fim de semana. Confira as surpresas que estão por vir!
Homenagem a Lula e o Brasil Soberano
Representando os Acadêmicos de Niterói, Tiago Martins comenta sobre o enredo dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente (Wallace Palhares) trouxe a ideia, no meio de tantas homenagens, de falar sobre Lula, desde sua infância até a figura que ele representa hoje como um símbolo de soberania. Vamos retratar as cores verde, amarelo, azul e branco como um reflexo do Brasil e sua trajetória”, afirma Martins, enfatizando a importância do tema.
Tributo a Ney Matogrosso com o Enredo Camaleônico
Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, criou o enredo “Camaleônico” como uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso. “A obra de Ney é rica em imagens e significados; ela se entrelaça com o seu corpo e a sua voz. Este enredo é um manifesto pela liberdade de expressão e pela diversidade”, destaca Vieira, ressaltando a relevância de Matogrosso na cultura brasileira.
História de Custódio na Portela
André Rodrigues, da Portela, apresenta “Príncipe Custódio”, um enredo que narra a vida de Custódio, um personagem inspirador. “A narrativa é um diálogo entre o negrinho do pastoreio e Bará, o orixá. A primeira parte detalha a vida do Custódio, enquanto a segunda traz a perspectiva de Bará sobre essa história”, explica Rodrigues, mostrando a riqueza da tradição afro-brasileira.
Celebrando a Cultura Popular com Mestre Sacaca
Sidnei França, carnavalesco da Mangueira, traz à tona a figura de Mestre Sacaca, um curandeiro do Amapá. “Esse enredo é um tributo à cultura popular; Mestre Sacaca representa os encantos da região e a presença dos tambores na sua vida”, conta França, destacando a importância da música e da tradição nas narrativas do carnaval.
Rita Lee e a Liberdade Feminina
O enredo da Mocidade Independente, elaborado por Renato Lage, homenageia Rita Lee. “Nosso foco não é apenas narrar a biografia dela, mas celebrar sua trajetória artística, especialmente seu papel de libertadora de mulheres durante a repressão”, relata Lage, enfatizando o impacto de Lee na sociedade.
Beija Flor e a Liberdade do Sagrado
João Vitor Araújo, da Beija Flor, traz a história do Bembé, uma celebração de 136 anos. “Nosso enredo fala sobre a libertação que não vem de um príncipe, mas do sagrado, onde João de Obá se une a seu povo para celebrar suas raízes”, explica Araújo, destacando a conexão com as tradições afro-brasileiras.
Viradouro e a Metalinguagem do Samba
Tarcísio Zanon, da Viradouro, traz um enredo que explora a essência do samba. “Contaremos a história de Ciça, um operário do carnaval, e como sua infância moldou sua relação com a cultura do samba”, revela Zanon, apresentando uma narrativa que interliga passado e presente.
Carolina Maria de Jesus na Unidos da Tijuca
Edson Pereira, da Unidos da Tijuca, homenageia Carolina Maria de Jesus, destacando sua trajetória como escritora e artista. “Queremos mostrar que ela não era apenas uma catadora de papel, mas uma figura central na arte e na literatura, frequentemente subestimada em sua época”, afirma Pereira.
IFÁ-Lukumi e a Ancestralidade
Jack Vasconcelos, dos Acadêmicos do Tuiuti, apresenta um enredo sobre Ifá-Lukumi, uma religião afro-cubana. “Escolhemos homenagear essa prática por seu papel na comunicação da ancestralidade, especialmente no Rio de Janeiro, onde a cultura afro é tão rica”, explica Vasconcelos.
Heitor dos Prazeres e a Arte
Gabriel Haddad, da Vila Isabel, traz à luz a figura de Heitor dos Prazeres, um artista fundamental no início do século XX. “Ele foi crucial para o desenvolvimento das escolas de samba e da arte como um todo, vindo de uma rica tradição baiana”, conclui Haddad, ressaltando a importância de recordar essas influências.
Manguebeat e as Identidades Regionais
Antônio Gonzaga, da Grande Rio, apresenta “Manguebeat”, um enredo que explora influências regionais de Recife e a construção desse movimento musical. “Buscamos entender a identidade da escola dentro do contexto social de Duque de Caxias e suas periferias”, comenta Gonzaga, trazendo à tona a relevância social do carnaval.
Homenagem a Rosa Magalhães no Salgueiro
Por fim, Jorge Silveira, do Salgueiro, destaca Rosa Magalhães, uma das maiores carnavalescas. “Rosa é uma mentora para todos nós e sua influência é inegável; somos todos, de certa forma, seus filhos artísticos”, declara Silveira, mostrando a admiração que a escola tem pela sua obra.
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