Protagonismo e soberania nacional em debate
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, participou da série de sabatinas com presidenciáveis promovidas pela TV Globo na noite de quarta-feira, 26. O candidato defendeu com veemência o desenvolvimento de uma bomba nuclear como meio para o Brasil voltar a ocupar um papel de destaque e garantir sua soberania no cenário internacional. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Armas nucleares e a Constituição em foco
A primeira pergunta da sabatina abordou a prioridade dada à área de defesa, com destaque para o tema das armas nucleares. Renata Vasconcellos questionou se Renan mantinha o posicionamento de desenvolver uma bomba atômica, mesmo diante da instabilidade global atual. O candidato reafirmou que esse é o caminho para que o Brasil recupere sua soberania e seja respeitado mundialmente.
Renan Santos ponderou que, apesar de o Brasil não ter condições técnicas para possuir armas nucleares nos próximos dez anos, é fundamental iniciar o processo de pesquisa para garantir assento nas discussões globais. “O Brasil tem que iniciar o processo de recuperação de soberania, de pesquisa, para sentar na mesa de discutir com o mundo”, afirmou.
Na sabatina, a bancada da Globo ressaltou que a Constituição Federal permite armas nucleares apenas para fins pacíficos, um ponto que o deputado federal Kim Kataguiri, aliado de Renan Santos, tentou modificar por meio de uma Proposta de Emenda à Consitutição (PEC). Renan admitiu que o tema pode gerar desconfortos, mas reforçou que essa discussão é essencial para proteger o território e as riquezas brasileiras.
“Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. A realidade é que as nações mais poderosas possuem armas nucleares e são respeitadas por isso”, defendeu o candidato.
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Fonte: daquibahia.com.br
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Fonte: omanauense.com.br
Plano de combate ao crime organizado
Outro ponto central da sabatina foi a promessa de Renan Santos de acabar com o crime organizado em um ano, recuperando os territórios dominados pelas facções criminosas em todo o Brasil. Questionado sobre a viabilidade da proposta, especialmente após intervenções federais que não surtiram efeito, como a do Rio de Janeiro em 2018, o candidato falou em declarar uma guerra contra o crime organizado.
Para ele, a diferença será a alteração de leis, incluindo mudanças no código de processo penal, nas leis de execuções penais e no aumento de penas para crimes violentos cometidos com armas. Também citou a necessidade de operações e ocupação de territórios como parte da estratégia.
Renan mencionou ainda o investimento estimado de R$ 6 bilhões para construir dez presídios com capacidade entre 30 mil e 40 mil vagas, destacando que esse processo deve ser iniciado imediatamente.
Sobre o risco de arbitrariedades, o candidato destacou o respeito ao devido processo legal e citou um caso recente em que uma influenciadora foi presa após investigação que a ligou ao PCC.
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Fonte: soudebh.com.br
Referência à política de segurança de El Salvador
Na entrevista, Renan Santos comentou a política de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que tem sido citado por ele durante a campanha. Ao ser questionado sobre denúncias de torturas e desaparecimentos no país centro-americano, Renan negou conhecimento desses casos, classificando-os como clichês da mídia internacional. César Tralli contrapôs essas afirmações, apontando que as denúncias são baseadas em investigações jornalísticas e em entidades que fiscalizam a segurança pública.
Ao ser indagado sobre a frase atribuída a Bukele, “matar quem roubar e fazer um banho de sangue”, o candidato afirmou que o derramamento de sangue já acontece no Brasil, principalmente com jovens negros nas favelas e nas regiões mais pobres das cidades, ressaltando a gravidade da situação.
Série de sabatinas segue com os demais candidatos
O debate com os presidenciáveis promovido pela Globo e outros veículos teve início no dia 24, com a entrevista de Romeu Zema (Novo), seguida por Ronaldo Caiado (PSD) no dia 25. Após a participação de Renan Santos, a agenda segue com entrevistas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 27, Flávio Bolsonaro (PL) no dia 28 e Augusto Cury (Avante) no dia 29.
Cada entrevista tem duração de 40 minutos, divididos em dois blocos, com um minuto reservado para considerações finais. Foram convidados os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest de intenções de voto, divulgada em 14 de agosto.
