Vote pelo Clima e a conexão entre eleitores e agenda ambiental
Buscando facilitar a escolha de candidatos alinhados a propostas ambientais e sociais, a plataforma Vote pelo Clima atua como um canal que vincula eleitores a políticos comprometidos com pautas como energia renovável, preservação dos oceanos, questões de gênero e raça, além de soluções sustentáveis na área da saúde. Essa iniciativa, promovida pelo Instituto Clima de Política e apoiada por mais de 60 organizações, tem o objetivo de fortalecer a democracia por meio do voto consciente.
Lançada em 12 de agosto, a plataforma já validou 68 candidaturas para as eleições de 2026. Desde sua criação em 2020, mais de 1.100 postulantes participaram da iniciativa nas últimas três eleições, com cerca de 190 candidatos eleitos. A diretora-executiva do projeto, Beatriz Pagy, ressalta que a agenda climática é transversal e impacta diretamente a vida das pessoas, abrangendo até áreas como saúde e segurança pública. “O Vote pelo Clima aproxima essa pauta da realidade dos eleitores, já que embora a população brasileira reconheça a crise climática, isso nem sempre reflete nas urnas ou na atuação política”, explica.
Critérios e diversidade de bandeiras políticas na plataforma
Os candidatos inscritos podem selecionar até cinco das 20 bandeiras políticas disponíveis, que abrangem temas como água e saneamento, alimentação e agricultura, cultura, economia e trabalho, educação, energia renovável, gênero e raça, gestão de resíduos, governança e participação, meio ambiente, moradia e habitação, oceanos e zonas costeiras, povos indígenas e comunidades tradicionais, proteção dos animais, redução de desastres, saúde, segurança pública, tecnologia e inovação, transparência e combate à corrupção, além de transporte e mobilidade.
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Para ter suas candidaturas divulgadas, os postulantes passam por uma avaliação rigorosa baseada em quatro critérios: ter candidatura válida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); não promover discursos de ódio; não possuir histórico de crimes ambientais; e autodeclarar compromissos mínimos como defesa da democracia, enfrentamento da crise climática, proteção dos direitos humanos e justiça climática, além do respeito aos limites ecológicos. Em 25 de agosto, 26 candidatos estavam em análise.
Novidades da edição 2026 e estratégias para ampliar participação
Entre as inovações desta edição, destaca-se uma seção com materiais de apoio, incluindo documentos como o “Plano de 10 pontos para a política climática brasileira”, elaborado pelo Instituto Talanoa, e o guia “OC nas Eleições”, produzido pelo Observatório do Clima após consulta a aproximadamente 150 entidades. Esses recursos visam facilitar o entendimento das propostas alinhadas à pauta ambiental.
Além disso, o site passou a oferecer um link para inscrição em grupos de WhatsApp, promovendo a disseminação de informações e o engajamento dos eleitores. “Nossa estratégia amplia a participação social nos processos políticos, começando pela fase eleitoral”, afirma Beatriz Pagy.
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A coordenadora de comunicação, Samantha Costa, destaca que a plataforma também busca expandir sua atuação para além do ambiente digital, com parcerias que possibilitam ações presenciais, como participação em marchas e eventos. “Temos mais de 70 organizações parceiras que colaboram com propostas e iniciativas coletivas”, complementa Pagy.
