Conflitos internos marcam a campanha dos Ferreira Gomes no Ceará
Ivo Gomes, aliado histórico de Ciro Gomes, expressou publicamente suas dúvidas sobre o apoio ao irmão Cid Gomes para o Senado, destacando que o senador tem sido influenciado por Camilo Santana. A declaração reforça a tensão interna que afeta a união dos Ferreira Gomes durante a campanha eleitoral deste ano.
Segundo Ivo, sua decisão de voto está pautada na avaliação do desempenho dos candidatos: “Eu voto nas pessoas que eu acho que vão fazer um bom trabalho, um melhor trabalho. Então, não tem como eu não votar no Lula. E não tem, pelas mesmas razões, como eu não votar no Ciro. Eu sou brasileiro e sou cearense, quero o melhor para o meu país, quero o melhor para o meu estado.” Essa posição mostra o alinhamento dele com os dois principais nomes da esquerda nacional, apesar da divergência com Cid.
Rejeição aos candidatos ao Senado da chapa de Ciro
O ex-deputado federal deixou claro que não apoiará os candidatos ao Senado indicados por Ciro Gomes, que compõem a chapa do tucano: Capitão Wagner (União) e Alcides Fernandes (PL). Essa decisão evidencia a fragmentação política no Ceará, especialmente após o rompimento de Ivo com Elmano, candidato do PT, em função da aliança com a família Rodrigues, tradicional adversária dos Ferreira Gomes na região de Sobral.
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Ivo classificou essa aliança como uma traição pessoal e uma falta de consideração, ressaltando o desgaste que o apoio a Elmano já havia causado nas relações familiares. Essa movimentação política reforça a disputa interna e as dificuldades para consolidar uma frente unificada entre os Ferreira Gomes.
Distanciamento entre Cid e Ciro e impactos no cenário estadual
O afastamento entre Cid e Ciro Gomes se mantém há cerca de três anos, motivado pela discordância sobre o candidato do PDT ao governo do Ceará em 2022. Cid defendia a continuidade da governadora Izolda Cela, enquanto Ciro apoiava Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, buscando um palanque próprio para sua campanha presidencial.
Essa disputa culminou no rompimento do PDT com o PT, que lançou Elmano para o governo, eleito com 54,02% dos votos, contra 31,72% de Capitão Wagner e 14,14% de Roberto Cláudio. Em novembro de 2023, Cid Gomes deixou o PDT e migrou para o PSB, acompanhado por outros irmãos e cerca de 50 prefeitos, além de deputados estaduais e federais, isolando Ciro ainda mais na política cearense.
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Enquanto isso, Ciro tem buscado alianças fora do tradicional espectro partidário local, chegando a considerar apoio a candidaturas alinhadas ao bolsonarismo no estado, como Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, embora descarte subir no palanque de Flávio Bolsonaro. Esse cenário reforça a fragmentação política e os desafios para a consolidação de uma unidade entre os Ferreira Gomes na eleição de 2026.
